Alergia à Proteína do Leite de Vaca: Como cuidar do seu bebê

novembro 6, 2018

Alergia

A alergia à proteína do leite de vaca não é incomum em bebês.

Na realidade, a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é o tipo de alergia alimentar mais comum nas crianças de até dois anos, de acordo com o Ministério da Saúde.

A alergia é caracterizada pela reação do sistema imunológico às proteínas do leite, principalmente à caseína e as proteínas do soro.

Para um diagnóstico correto é preciso estar atento aos sintomas.

"A confirmação é feita pelo médico com base na história clínica e os sintomas que a criança vem apresentando. Dentre outros aspectos a serem analisados, é feita uma análise com o desaparecimento dos sintomas de 1 a 30 dias depois da exclusão da proteína do leite de vaca da alimentação da criança. O diagnóstico é fechado quando os sintomas reaparecem após o teste de provocação oral, onde é disponibilizado uma pequena quantidade de leite ou alimento que o contenha para criança e se observa se os sintomas reaparecem," explica Simone Costa Guadagnin, da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

Os principais sinais e sintomas relacionados à APLV são:

  • Cutâneo: coceira; urticária; inchaços na pele; manchas vermelhas pelo corpo; dermatite atópica.
  • Gastrointestinal: náuseas; vômitos; diarreia; sangue nas fezes; refluxo gastrointestinal; dor abdominal.
  • Oral: coceira e/ou inchaço dos lábios/língua e palato.
  • Respiratório: coceira e sensação de garganta fechando; inchaço de glote e laringe; tosse seca irritativa; sensação de aperto torácico; crises de espirro e intensa congestão nasal.
  • Cardiovascular: dor torácica; arritmia; hipotensão (pressão baixa) e choque.
  • Neurológico: convulsão; sonolência e perda de consciência.

Sintomas da alergia ao leite de vaca tendem a desaparecer

A boa notícia é que dificilmente será necessário conviver com os sintomas da APLV pelo resto da vida - com o tempo os sintomas da alergia tendem a desaparecer.

"Muitas crianças, com o passar do tempo, vão deixando de ser alérgicas, mas para isso é preciso seguir o tratamento corretamente. A ingestão de alimentos com leite quando a criança apresenta sintomas pode retardar o desenvolvimento da remissão da alergia. Não é possível precisar o tempo exato, pois depende muito do tipo de reação e da forma como o organismo da criança reage. Mas é importante reavaliar e realizar o teste de provocação após cerca de 6 a 12 meses de tratamento sem sintomas," disse Simone.

Alimentação para crianças com alergia ao leite de vaca

Com a confirmação da alergia, surgem as dúvidas sobre a alimentação das crianças.

Simone explica que é importante lembrar que a criança que tem alergia à proteína do leite de vaca pode manter o aleitamento materno, contudo a mãe precisa ter cuidado com a própria alimentação.

"Os bebês não devem ter a amamentação interrompida, mas deverá haver a exclusão do leite de vaca e de seus derivados da dieta materna. Se a criança já estiver em aleitamento artificial é recomendável que as fórmulas infantis utilizadas atendam às necessidades nutricionais da criança e que sejam apropriadas para o tipo de alergia," esclarece.

 

Hipertensos devem ter cuidado também com pressão baixa demais

novembro 6, 2018

Quando a pressão cai demais

Variações na pressão arterial não são perigosas só quando sobem - mesmo entre os pacientes diagnosticados com pressão alta.

Na verdade, se os pacientes que tomam medicamentos para controlar a hipertensão passarem por períodos em que sua pressão arterial baixa substancialmente - pressão arterial sistólica abaixo de 110 mmHg - eles têm duas vezes mais probabilidade de apresentar uma queda ou desmaiar do que os pacientes cuja pressão arterial tratada permanece acima desse nível.

Esta descoberta é oportuna porque, no final do ano passado, a Associação Norte-Americana do Coração e a Faculdade Norte-Americana de Cardiologia diminuíram suas definições de pressão alta, passando de uma pressão sistólica de "pelo menos 140 mmHg" para "pelo menos 130 mmHg".

"Os esforços para reduzir as pressões sanguíneas dos pacientes com hipertensão são um fator importante na redução do risco de ataque cardíacoderrame. Mas nosso estudo mostra que atingir uma pressão arterial mais baixa pode criar uma subpopulação de pacientes cujas pressões sanguíneas podem ir baixo demais, o que pode representar risco de quedas graves e desmaios," detalhou o Dr. John Sim, nefrologista do Centro Médico Kaiser Permanente de Los Angeles (EUA).

De hipertensão para hipotensão sanguínea

Para determinar os efeitos da redução da pressão arterial entre os pacientes hipertensos, a equipe do Dr. Sim analisou os registros eletrônicos de mais de 475.000 pacientes que receberam receitas com medicamentos para tratar a hipertensão.

Entre esses pacientes, 27% atingiram uma pressão arterial sistólica abaixo de 110 mmHg durante pelo menos uma visita ao médico, enquanto 3% dos pacientes tiveram uma média abaixo desse nível durante todo o período do estudo, de um ano.

O primeiro grupo - um único episódio de pressão sistólica menor ou igual a 110mmHg - apresentou duas vezes mais risco de queda grave ou desmaio, enquanto o segundo grupo - pressão média baixa no período - apresentou um risco 50% maior.

"Os médicos que consideram metas menores de pressão arterial para seus pacientes devem pesar os riscos e os benefícios da redução agressiva da pressão arterial em uma base individual, especialmente em pacientes mais velhos," alertou o Dr. Sim.

Isso porque os pacientes mais velhos têm maior probabilidade de ter reduções agudas na pressão arterial - hipotensão ortostática -, que é quando a pressão arterial cai substancialmente quando a pessoa está em pé ou se levanta. Como têm reflexos mais lentos, os pacientes idosos têm maior dificuldade para compensar essa diminuição súbita, podendo cair ou mesmo desmaiar.

 

Atenção aos alimentos que parecem saudáveis mas não são

setembro 23, 2018

Parece, mas não é

Muitas pessoas preferem consumir peito de peru em vez de outros embutidos, como presunto ou mortadela, por achar que é uma opção mais saudável.

De fato, é comum que produtos ultra processados como o peito de peru e a bolacha integral sejam classificados como saudáveis pela população.

Contudo, isso é resultado de um forte trabalho da mídia que nem sempre passa mensagens verdadeiras ou completas.

No geral, produtos com acréscimo de conservantes, estabilizantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes, e também com excesso de gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sódio, não são saudáveis, podendo trazer consequências negativas para a saúde.

Este alerta consta do manual Alimentação Cardio protetora, do Ministério da Saúde e do Hospital do Coração (HCor), mas o fato é que o consumo de alimentos ultra processados deve ser evitado tanto por indivíduos em risco cardiovascular quanto por indivíduos saudáveis.

Atenção aos alimentos que parecem saudáveis mas não são
O glutamato monossódico é outro alvo de alertas seguidos dos especialistas. 
[Imagem: Divulgação]

Alimentos que parecem saudáveis mas não são

No caso específico do peito de peru, dos 13 ingredientes descritos na embalagem apenas cinco não são artificiais - e mesmo assim estes cinco já passaram por muitos processamentos e estão longe de estar em sua forma in natura ou mais nutritiva.

Já a bolacha, mesma aquela nomeada como integral, contém aditivos químicos, açúcares e gordura. O fato de o ingrediente farinha de trigo aparecer em primeiro lugar, antes mesmo da farinha de trigo integral, lança dúvidas sobre se a iguaria deveria ser nomeada como integral.

E estes não são os únicos casos. Confira abaixo 9 alimentos que parecem saudáveis, mas não são:

  • Barra de cereal
  • Biscoitos e/ou bolachas integrais
  • Chocolate diet
  • Embutidos (como presunto e peito de peru)
  • Farinha láctea
  • Pão de forma light
  • Pipoca para micro-ondas
  • Sopa instantânea
  • Suco de caixinha

Como esta lista não é exaustiva, lembre-se sempre de ler a lista de ingredientes no rótulo do produto para saber se o alimento é ultra  processado ou não.


 

Adoçantes Artificiais

junho 5, 2018

O consumo de adoçantes com baixas calorias pode causar síndrome metabólica e predispor as pessoas a pré-diabetes ou ao diabetes, particularmente em indivíduos com obesidade.

Quem garante é o professor Sabyasachi Sen, da Universidade George Washington (EUA), cuja equipe descobriu isso em experimentos de laboratório usando células-troncoderivadas da gordura humana e de amostras de gordura humana.

síndrome metabólica é um grupo de fatores de risco - pressão arterial alta, alto nível de açúcar no sangue, níveis de colesterol não saudáveis e gordura abdominal - que duplica o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos (doenças cardiovasculares), podendo levar a ataques cardíacos e derrames. Esses fatores de risco também aumentam o risco de diabetes de três a cinco vezes.

"Nossos experimentos com células-tronco indicam que os adoçantes de baixas calorias promovem o acúmulo adicional de gordura nas células em comparação com células não expostas a essas substâncias, de forma dependente da dose - o que significa que, à medida que a dose de sucralose aumenta, mais células apresentam aumento na acumulação de gotículas de gordura. Isso provavelmente ocorre pelo aumento da entrada de glicose nas células pelo aumento da atividade de genes chamados transportadores de glicose," detalhou Shen.

Sucralose

Além das células-tronco, os pesquisadores estudaram amostras de gordura humana coletadas de indivíduos com obesidade que consomem adoçantes à base de sucralose. Eles constataram mudanças similares na expressão gênica dos mesmos genes transportadores de glicose que as verificadas nas células-tronco.

A equipe destaca que estes resultados são da maior preocupação para pessoas que têm obesidade e pré-diabetes ou diabetes, uma vez que elas já estão com um risco mais elevado de ataques cardíacos e AVC.

"Acreditamos que o efeito seja mais pronunciado em pessoas com excesso de peso e obesidade, em vez das pessoas de peso normal, porque elas têm mais resistência à insulina e podem ter mais glicose no sangue," disse Shen.

Os resultados da pesquisa foram divulgados durante a reunião anual da Sociedade de Endocrinologia dos EUA. O próximo passo consistirá na confirmação dos efeitos in vivo - em animais de laboratório.

 

Epidemia de obesidade é resultado de alteração do padrão alimentar

maio 8, 2018

Obesidade: doença e epidemia

A Organização Mundial da Saúde estima que 1,9 bilhão de adultos tenham sobrepeso, sendo 600 milhões com obesidade. Ainda assim, um estudo publicado na revista médica Lancet revelou que, nos últimos 30 anos, nenhum país conseguiu elaborar estratégias para reverter a epidemia de obesidade de forma consistente.

No Brasil não é diferente. Nos últimos 35 anos a prevalência de obesidade subiu de 5,4% para 21% da população. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cada ano surge 1 milhão de novos casos de obesidade no país e, a cada 15 anos, dobra a taxa de casos de obesidade.

Se a taxa de crescimento da obesidade se mantiver, o Brasil atingirá, em menos de 10 anos, o mesmo índice dos Estados Unidos, onde mais de 36% da população vive com sobrepeso ou obesidade.

"No Brasil, há um aumento maior da obesidade na população mais pobre, em comparação com a mais rica. É um problema que acomete todas as classes sociais, portanto sua prevenção interessa à população inteira," disse Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenador da edição mais recente do Guia alimentar para a População Brasileira, durante evento de divulgação científica realizado em São Paulo.

"Há um grande debate se a obesidade em si já seria uma doença, além de ser um fator de risco para a hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, por exemplo. O fato é que, para a Organização Mundial da Saúde, doença é toda condição com algum tipo de alteração funcional, estrutural ou mesmo comportamental que leva sofrimento ao indivíduo e a obesidade se encaixa em todos esses critérios", disse Licio Velloso, do Departamento de Clínica Médica da Unicamp.

Mudanças nos hábitos alimentares

Os especialistas atribuem essa epidemia a mudanças no padrão alimentar da população em geral, que, nas últimas quatro décadas, trocou a alimentação tradicional de cada país - composta principalmente por cereais, verduras e carnes - por alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras saturadas que fazem o alimento durar mais.

Estudo realizado pela equipe do professor Velloso mostrou que essa alteração no padrão alimentar tem consequências na região cerebral que regula a fome: "Mostramos que a ingestão de gordura saturada gera uma inflamação no hipotálamo, a região do cérebro que controla a saciedade, e os neurônios começam a não regular tanto a fome."

A boa notícia é que essa inflamação pode ser revertida. "Da mesma forma que o ácido graxo saturado inflama, o insaturado reverte", disse Velloso.

Os especialistas destacaram que o fato de aumentar o consumo de gorduras saturadas e de açúcar e a redução na ingestão de fibras explica essa epidemia de obesidade.

"Na obesidade, individualmente, a genética é importante, mas fica difícil explicar essa epidemia global com uma causa genética. A epidemia é atribuída a um fator ambiental, essa abundância de alimentos. A atividade física se modificou [reduziu] nos anos 1960 e a epidemia começou nos anos 1980," disse Monteiro.

 

Receitas de 3 saladas e 5 molhos

abril 12, 2018
É sempre bom variar as saladas e molhos né? 
Então, segue os links com 3 saladas e 5 molhos fáceis de fazer e bem gostosos. 

 

Abacate e seus benefícios a saúde

abril 12, 2018

Luteína

O consumo diário de um pequeno abacate melhorou a função cognitiva de idosos saudáveis.

Mas o potencial de melhoria provavelmente se estenda a outras faixas etárias, já que os benefícios advêm de uma substância presente no abacate, chamada luteína.

A luteína é um carotenoide, ou pigmento, comumente encontrado em frutas e vegetais, e que se acumula no sangue, nos olhos e no cérebro, atuando como agente anti-inflamatório e antioxidante.

Neste experimento, realizado com pessoas com mais de 50 anos de idade, constatou-se um aumento dos níveis de luteína no cérebro e nos olhos, com efeitos positivos sobre as funções mentais - o estudo não envolveu aferições da qualidade visual.

Saúde ocular e saúde cerebral

A equipe da professora Elizabeth Johnson, na Universidade Tufts (EUA), rastreou 40 adultos saudáveis que comeram um abacate fresco por dia durante seis meses.

Os abacates usados no experimento, do tipo Haas, possuíam em média 369 microgramas de luteína. Os abacates Hass são a variedade menor, de casca mais escura e irregular - já se sabia que essa variedade de abacate reduz o colesterol mais que a dieta.

Ao final dos seis meses, os voluntários apresentaram um aumento de 25% nos níveis de luteína em seus olhos e cérebro e melhoraram significativamente a memória de trabalho e as habilidades de resolução de problemas. A luteína acumulada foi mais do que o dobro do verificado em voluntários que consumiram suplementos desse composto, em lugar dos abacates.

"Os resultados deste estudo sugerem que as gorduras monoinsaturadas, fibras, luteína e outros compostos bioativos tornam os abacates particularmente efetivos para enriquecer os níveis de luteína neural, o que pode proporcionar benefícios não só para a saúde ocular, mas para a saúde cerebral," disse a professora Elizabeth Johnson.

 

Aspargo

abril 12, 2018
vamos conhecer alguns Efeitos Detox do Aspargo e seus benefícios a nossa saúde:

"Aspargo é valorizado como iguaria gastronômica e como medicamento há, pelo menos, 200 anos a.C. Muito consumido na Europa; no Brasil seu consumo ainda é pequeno, por hábito alimentar ou pelo custo relativamente alto, começou a ser cultivado na década de 1930, adaptando-se ao clima do sul do país e as regiões mais frias do estado de São Paulo. Além de seu peculiar e saboroso paladar, o aspargo é muito citado em seu potencial no combate ao câncer e diversas propriedades medicinais e desintoxicantes.

Os benefícios dos aspargos para a saúde:

Contém uma série de substâncias antioxidantes, entre eles os carotenóides beta caroteno, luteína e zeaxantina. Este tem ação preventiva no câncer de mama, e diminuem o risco de doenças oculares como degeneração macular e catarata;

Possuem uma substância chamada fitoestrógeno, importante para atletas e para quem quer emagrecer. Para mulheres,age de maneira semelhante ao hormônio estrogênio, amenizando sintomas da menopausa;
Melhora o sistema imunológico por ser rico em vitamina C;"
 

Alimentação baseada em proteínas vegetais

abril 12, 2018

A resposta para os futuros desafios alimentares globais pode vir não de tecnologias futurísticas e revolucionárias, mas das lições do passado.

Desde a década de 1960, a alimentação na maioria dos países ocidentais passou a depender fortemente da carne.

Mas, com a demanda global de alimentos disparando - a população mundial já superou os 7 bilhões de pessoas e ainda há milhões passando fome - são necessárias outras fontes de proteínas de alta qualidade.

A resposta para esse desafio pode ser encontrada em plantas que já eram conhecidas pelas civilizações Maia e Inca, e que agora estão de volta à moda, como a quinoa, o amaranto e outras.

É o que defendem pesquisadores de 13 países envolvidos no projeto Protein2Food (proteínas convertidas em alimentos, em tradução livre), que está estudando os hábitos alimentares dessas culturas antigas e como suas dietas podem ser adaptadas à realidade atual - 11 países são da União Europeia, mais Peru e Uganda.

Proteínas de plantas

O projeto visa desenvolver proteínas alimentares de alta qualidade a partir do cultivo de vários tipos de sementes (como quinoa e amaranto) e leguminosas (tremoço, feijão e lentilhas), utilizando uma abordagem multidisciplinar envolvendo genética, agronomia e engenharia de alimentos.

Um dos objetivos de curto prazo é acelerar o processo de migração do consumo de proteínas contidas em carnes animais para proteínas contidas nas plantas.

"As proteínas da quinoa e do amaranto contêm todos os aminoácidos essenciais, portanto, mesmo que elas tenham um nível de proteína menor do que as leguminosas, elas têm uma maior qualidade nutricional," disse o professor Cataldo Pulvento, do Centro Nacional de Pesquisas da Itália.

Só benefícios

"Nós podemos comer carne, ela tem gosto bom, mas é muito cara considerando a terra que temos que usar para produzir as plantas necessárias para alimentar os animais. E então temos um enorme consumo de água por cada quilograma de carne (produzido), o que é cerca de dez vezes maior do que para as plantas," disse Sven-Erik Jacobsen, professor da Universidade de Copenhague e coordenador do projeto Protein2Food.

A equipe defende que, se o nosso consumo alimentar mudasse das proteínas animais para as proteínas vegetais, isso reduziria nossa pegada de carbono e melhoraria a biodiversidade e a saúde humana.

"Nossa dieta será muito mais diversificada, a fertilidade do solo vai melhorar. Podemos dizer: são apenas benefícios," disse o professor Jacobsen.


 

Gorduras x doenças

abril 12, 2018

Frequentemente novas pesquisas sobre os fatores de risco para as doenças cardiovasculares - e muitas outras - questionam o "saber científico" estabelecido, trazendo conclusões novas, o que tende a confundir as pessoas sobre o que está de fato comprovado em relação ao tema.

É o caso de se considerar benéfico, por exemplo, o consumo de gordura saturada.

"Há grandes trabalhos em grandes revistas [científicas] mostrando que, às vezes, o consumo de uma dieta rica em gordura não afeta substancialmente os níveis de colesterol[e não necessariamente] leva ao infarto do miocárdio," explicou o professor Dennys Esper Cintra, do Centro de Estudos de Lipídios em Nutrigenômica, da Unicamp, durante um evento que apresentou um painel das pesquisas mais recentes sobre o assunto.

É o que acontece com pessoas que não estão hipertensas e nem têm níveis alterados de gordura no sangue, assim como não apresentam resistência à insulina.

Assim como o consumo de gordura saturada, há trabalhos recentes e com bastante repercussão, que dizem respeito a outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como a obesidade, o diabetes ou a hipertensão.

"Obesidade, por definição, faz mal para o coração. Quando discutimos exceções é porque existe um subgrupo de pessoas com obesidade que tem uma distribuição benéfica da gordura e do tecido adiposo funcional sem repercussões negativas para o coração," defendeu o professor Bruno Geloneze. Isto porque a obesidade dispara um processo de inflamação sistêmica que acabará trazendo problemas de saúde.

Magro doente e obeso saudável

Segundo o professor Geloneze, o subgrupo de pessoas aparentemente não afetadas é composto em geral por mulheres jovens, com acúmulo de gordura no quadril e que não têm um antecedente familiar de doença cardiovascular: "São pessoas que vão acumular gordura apenas onde pode e não vão promover inflamação subclínica crônica e nem resistência à insulina. Essa seria a forma benigna da obesidade". Outro subgrupo "protegido" da insuficiência cardíaca seria o de pessoas idosas, que estão perdendo massa muscular e acumulam gordura no corpo em pontos onde ela pode ser benéfica.

No extremo oposto, salientou Geloneze, existe a forma não benigna da magreza: "São as pessoas que têm baixo peso mas, quando ganham peso, acabam acumulando gordura no fígado, em volta do coração, perto dos vasos sanguíneos. A pessoa tem uma tendência a não acumular gordura onde não haveria problemas, como nas coxas e quadris. Em geral são pessoas mais velhas, do sexo masculino e que acumulam gordura no tronco e no abdome. É aquele que diz não ser obeso, e que só tem barriga".

Portanto, existe o magro metabolicamente doente e o obeso metabolicamente saudável. "Isso confunde a população. Não podemos chegar na frente do obeso e verificar só o peso. Devemos entender os antecedentes da pessoa, se há histórico de doença vascular, pressão alta, ou seja, construir sua história clinica," disse Geloneze.

Os especialistas ainda orientam medir a circunferência do pescoço e do abdome e a resistência à insulina. De forma resumida, não é possível simplificar as coisas pela balança. Os riscos dependem sempre de onde a gordura se deposita.

 

Receita de Queijo Vegano rico em Proteína

abril 12, 2018
https://www.youtube.com/watch?v=50N5tqcf9jA
 

Falta de magnésio impede que corpo aproveite vitamina D

abril 12, 2018

Vitamina D e magnésio

Inúmeras pesquisas têm mostrado que a vitamina D é mais importante para a nossa saúde do que se pensava e que níveis adequados de vitamina D são essenciais para um envelhecimento saudável.

Mas há uma ressalva: para elevar seus níveis de vitamina D, preferencialmente tomando Sol moderadamente, não esqueça o magnésio.

Uma revisão publicada pela Associação Osteopática Norte-Americana mostra que a vitamina D não pode ser metabolizada sem níveis suficientes de magnésio, o que significa que a vitamina D permanece armazenada e inativa em até 50% das pessoas.

Riscos dos suplementos de vitamina D

"As pessoas estão tomando suplementos de vitamina D, mas não percebem como ele é metabolizado. Sem magnésio, a vitamina D [na forma de suplementos] não é realmente útil ou segura," explicam os pesquisadores Anne Marie Uwitonze e Mohammed Razzaque em um artigo publicado no The Journal of the American Osteopathic Association.

Razzaque acrescenta que o consumo de suplementos de vitamina D pode aumentar os níveis de cálcio e fosfato de uma pessoa, mesmo que ela permaneça deficiente em vitamina D. O problema é que as pessoas podem sofrer de calcificação vascular se seus níveis de magnésio não forem suficientemente altos para prevenir a complicação.

Magnésio

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no corpo humano, depois do cálcio, potássio e sódio.

A média diária recomendada de ingestão de magnésio é de 420 mg para homens e 320 mg para mulheres.

Os alimentos com alto teor de magnésio incluem amêndoas, bananas, feijão, brócolis, arroz integral, castanha de caju, gema de ovo, óleo de peixe, linhaça, vegetais verdes, leite, cogumelos, nozes, aveia, sementes de abóbora, sementes de gergelim, soja, sementes de girassol, milho, tofu e grãos integrais.

O consumo de magnésio de alimentos naturais diminuiu nas últimas décadas, devido à agricultura industrializada e mudanças nos hábitos alimentares. Os níveis de magnésio são baixos em populações que consomem alimentos processados, que se baseiam mais em grãos refinados, gorduras, fosfatos e açúcar.

Falta de magnésio e vitamina D

Pacientes com níveis ótimos de magnésio exigem menos suplementação de vitamina D para atingir níveis suficientes do composto no organismo. O magnésio também reduz a osteoporose, ajudando a mitigar o risco de fraturas ósseas, que podem ser atribuídas a níveis baixos de vitamina D, destacam os pesquisadores.

A deficiência em qualquer um desses nutrientes - magnésio e vitamina D - está associada a vários distúrbios, incluindo deformidades esqueléticas, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.


 

Fica a dica!

janeiro 16, 2017

 

Fica a dica!

janeiro 16, 2017

 

Menos sal......

janeiro 16, 2017
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a redução do consumo de sal para até 5 g/dia por pessoa. A ingestão excessiva deste tempero pode causar algumas doenças como pressão alta, doença renal, celulite, má circulação..
 

Gengibre

janeiro 16, 2017
Esse é um alimento super versátil! Você pode consumir na forma de chá, com sucos ou como tempero no preparo das refeições!

O gengibre alivia náuseas e enjoos, além de ser anti-inflamatório, podendo ajudar em diversas doenças de caráter inflamatório, como a artrite! Além disso esse alimento é termogênico, ou seja, ele acelera o metabolismo, facilitando a queima de gordura!

Porém, não basta comer o gengibre para emagrecer! É preciso aliar uma boa alimentação com a prática de exercícios.





 

OS CUIDADOS COM OS ÓLEOS EM NOSSA COZINHA

outubro 22, 2016

Há anos a indústria tenta nos passar a ideia de que os óleos vegetais poli-insaturados, como girassol, milho, soja e canola, são mais saudáveis. Puro marketing. Hoje, o consumo destes óleos está ligado ao aumento de alguns tipos de câncer e das doenças cardíacas. Os únicos óleos que você deve usar são os de babaçu ou de coco [inclui-se o palmiste]. A manteiga também é segura para refogados e o azeite de oliva fica melhor se adicionado aos pratos depois de prontos. Já o óleo de linhaça nunca pode ser aquecido.


Também deve evitar as gorduras hidrogenadas. Elas formam depósitos sólidos dentro de seu corpo. A maior parte dos alimentos processados – e dos fast foods – contém gordura hidrogenada ou parcialmente hidrogenada. Gordura hidrogenada não existe na natureza. Ela é uma maneira pela qual a indústria alimentícia encontrou para aumentar a vida útil dos óleos e não deixá-los rançosos (oxidados) rapidamente. É a mesma desculpa para justificar o uso de conservantes. Por isso, fuja das margarinas e outras “manteigas light”. A margarina foi criada para engordar os perus antes do abate. Ela não é um alimento verdadeiramente, mas uma substância análoga ao plástico que tem que ser adicionada de corantes e realçadores de sabor para poder ser “comível”. Se você deixar um pote de margarina ao ar livre, 50 anos depois ela estará da mesma maneira. Como diz um amigo meu: em margarina não pousa nem mosca! 


Entretanto, mesmo que você cuide do tipo de óleo que compra para o uso cotidiano, vários fatores podem afetar sua qualidade. O que queremos preservar são suas características físico-químicas, ou seja, queremos impedir que eles se deteriorem, que fiquem oxidados, que é o nome científico para rançado. Vamos começar pelo mais comum, o azeite de oliva.

E o que pode rançar o azeite de oliva? O primeiro é a exposição excessiva ao ar. A primeira providência é mantê-lo em garrafas bem fechadas, pois desta maneira, evitamos a exposição ao oxigênio ao ar atmosférico.


Além disso, o calor e a luz são fatores que aceleram o processo de oxidação. Escolha azeites que venham em garrafas escuras (geralmente vidro marrom ou verde escuro). Também é importante que a garrafa fique guardada num armário fechado e que não fique exposto à luz.

Quanto à temperatura, mesmo que o azeite seja mais estável e necessite de temperaturas mais elevadas para começar a se deteriorar é prudente não deixá-lo exposto a fontes de calor. Isso significa que não há a necessidade de guardá-lo em geladeira, mas em cima do fogão ou ao lado do forno não são os locais mais adequados.


Hoje ninguém mais duvida que os azeites de oliva são saudáveis. Os classificados como extravirgem possuem um teor mais de clorofila, por isso, quando colocados num recipiente branco percebe-se uma coloração esverdeada. E é por conta desta clorofila que digo que o azeite não é adequado para cozinhar/refogar, uma vez que o calor destrói suas principais propriedades e produz uma quantidade maior de radicais livres.

Se você quer cozinhar em temperaturas mais altas o ideal usar um tipo de gordura que seja saturada. Molécula saturada é aquela molécula cujos locais de ligação com outras moléculas estão ocupados. Por isso, são mais estáveis à decomposição, seja ao calor, ar ou luz. A banha de fonte animal (porco, pato, carneiro etc.) está nesta classificação. As gorduras de palmeiras, coco e babaçu são exemplos de óleos adequados para cozinhar. A manteiga também se enquadra nesta classificação, mas rança com muito mais facilidade (por isso guardamos em geladeira). 


Os óleos comuns são ruins por terem exatamente propriedades contrárias. São insaturados, na verdade, poli-insaturados, o que significa terem vários sítios de ligação com outras moléculas, ou seja, inúmeras possibilidades de produzir compostos inadequados. E o pior, o processo de fabricação desses óleos já os destrói na fábrica. Não salva um: milho, soja, girassol, canola… livre-se deles. 

 

Outro tipo de gordura que procuramos hoje em dia é a que contém grandes fontes de ômega 3, como na semente de linhaça e chia. Este possui um tipo específico, o ácido alfa linolênico (ALA) que não é encontrado com muita facilidade nos alimentos e que o corpo usa na fabricação de coisas tão importantes como as membranas que revestem todas as nossas células. Outras formas de ômega 3 são encontradas, principalmente, nos peixes e nos óleos de peixe, mas este é um tópico que iremos abordar em outro momento.

O que precisamos saber no momento é que o ALA se oxida (rança) com muita facilidade. A forma mais simples de ingeri-lo é pelo óleo de linhaça. E por tudo que apontamos aqui, com ele as recomendações devem ser seguidas à risca: garrafa escura e guardado em geladeira após aberto. Também, é importante não aquecê-lo, portanto, nada de usar para cozinhar em hipótese alguma.


Fonte: DR CARLOS BRAGHINI

 

Alimentos para memória

outubro 2, 2016

Podemos utilizar nutrientes inteligentes, estes nutrientes visam aumentar a capacidade de concentração, melhorar a memorização e tornar as pessoas mais animadas. Para potencializar essa ação, é necessário que os neurônios estejam saudáveis, recebendo 
suprimento adequado de oxigênio, glicose e os nutrientes abaixo:



MELHORES ALIMENTOS PARA O CÉREBRO

 

MAGNÉSIO
o magnésio é um nutriente fundamental para o funcionamento da memória
Fontes: folhas verdes, granola, aveia, farelo de trigo, arroz integral, brócolis, amêndoas, castanhas de caju, banana.

 

COUVE
Um estudo da publicação Neurology mostrou que comer duas ou mais porções de hortaliças — especialmente as de folhas verde-escuras — diminui o declínio cognitivo em 40%.

 

OMEGA 3

Melhora as funções cerebrais e auxiliar no controle do stress. Essa gordura previne doenças degenerativas e regulariza neurotransmissores do bem-estar.

Óleo de Peixe – rico em ácidos graxos poliinsaturados do tipo ômega-3. A carência no organismo dessas substâncias desfavorece a neutralização dos radicais livres provenientes da gordura trans dos alimentos, auxilia a hiperlipidemia e 
a síndrome plurimetabólica. Uma dieta pobre em ômega-3 favorece o desenvolvimento de doenças crônicas cardiovasculares. O ômega 3 auxilia a regularizar a fluidez do sangue e também na proteção contra doenças cardíacas, redução do colesterol, 
triglicérides e hipertensão arterial.

 

FISETINA
Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Salk, na Califórnia (EUA), a fisetina uma substância que se encontra no morango, pêssego, uva, kiwi, tomate, maçã e também na cebola e espinafre vem sendo considerada fundamental para manter a memória 
jovem.
A função da fisetina é estimular a formação de novas conexões entre os neurônios (ramificações) e fortalecê-las. Os alimentos deste grupo contêm substâncias que facilitam a comunicação entre os neurônios, aumentando também a capacidade de pensar, se concentrar, aprender e memorizar.

 

FERRO
Um estudo conduzido pela Universidade da Pensilvânia, nos EUA, verificou que mesmo uma pequena deficiência de ferro talvez prejudique a memória. Mas quando os níveis são restabelecidos o desempenho nos testes melhora. Fontes de ferro: carnes, 
folhas verde escuras, grãos integrais, ervilha torta, lentilha, feijão, etc.

 

ACIDO FÓLICO

A publicação Neuroepidemiology, por sua vez, mostrou uma relação entre baixos índices de ácido fólico e queda no desempenho cognitivo. O ácido fólico reduz o aminoácido homocisteína, que em excesso prejudica a atividade cerebral. Fontes de ácido fólico: vegetais folhosos verde escuros (espinafre, brócolis, couve, rúcula), tomate, cogumelos shimeji e shitake, etc.

 

SALVIA
Previne a quebra da acetilcolina, neurotransmissor envolvido na memória e no aprendizado. Pesquisadores ingleses da Universidade Northumbria mostraram que jovens que ingeriam óleo extraído da sálvia tinham um melhor repertório de palavras.

 

O cérebro

O cérebro é um sistema ultra-organizado e supercomplexo. Existem milhares de interconexões entre as diferentes regiões, a maioria ainda desconhecida pelos cientistas. Este esquema a seguir, ilustra uma versão simplificada dessas conexões:



1- Córtex pré-frontal


Comanda a capacidade da raciocinar, de resolver problemas e determina as respostas do comportamento do indivíduo ao estímulo recebido. Esta área é uma das últimas a amadurecer na adolescência. Talvez seja a razão por que o jovem toma decisões rapidamente, sem pensar nas consequências. É aqui também que os neurônios envolvidos em algumas atividades que exigem concentração, como fazer palavras cruzadas, são estimulados.

2- Lóbulo frontal

Região onde estão armazenadas informações que permitem o discernimento social e a capacidade de prever as consequências de uma atitude. Quando a pessoa toma um drinque, o álcool atinge o lóbulo frontal, levando-a a sentir-se mais alegre e relaxada

 

3- Córtex motor primário

Principal região do cérebro, responsável por movimentos como andar, correr. Os neurônios dessa área estão diretamente conectados com o cerebelo, que auxilia no "ajuste fino" do exercício. Durante qualquer atividade, diversos hormônios e substâncias são produzidos e liberados na corrente sanguínea, atingindo outras regiões do cérebro

 

4- Lóbulo parietal

É a região do cérebro que processa as reações somato-sensoriais. É ativado quando o indivíduo ouve uma música (audição) ou lê um livro (memorização).

 

5- Sistema límbico

Regula a sede, o impulso sexual, a fome. Este sistema emocional é ativado quando, por exemplo, um executivo tem de decidir onde aplicar o dinheiro de sua empresa. É aquilo que se convencionou chamar de "ouvir as emoções". Esta área é acionada
 quando se faz algo que dê prazer - tanto comer como ingerir drogas

 

6- Lóbulo occipital

Onde se processam basicamente os estímulos visuais captados pelos olhos, que interpretam informações por meio de comparações, seleção e integração. Está ligado também à memória visual, quando se lê um livro

 

7- Lóbulo temporal

Agrega principalmente os estímulos auditivos - como quando se ouvem as sonatas de Mozart, por exemplo.

 

8- Amígdala

É a área da expressão das emoções, como a tristeza e o medo. Aciona-se a amígdala quando se treme de medo ao ver um assalto. É como se tivesse sido disparado um alarme dentro do cérebro. Todo o organismo fica em estado de alerta.

 

9- Hipocampo

É a conhecida "região da memória", de curto e médio prazo - torna o indivíduo capaz de se lembrar, por exemplo, do que vestiu ontem. O sono REM, fase em que acontecem os sonhos, estimula o hipocampo. Quando a pessoa dorme, surgem fragmentos dessa memória. A memória de trabalho está ligada a esta região, onde também ocorre o aprendizado de novas informações         

 

10- Cerebelo

É aqui que acontece o aprendizado da música, das operações matemáticas e a coordenação motora fina. O cerebelo comanda o equilíbrio e a musculatura de todo o corpo. Um distúrbio aqui pode gerar paralisia das cordas vocais, de 
braços e pernas. Fazer tricô, por exemplo, envolve o córtex motor, mas é uma tarefa impossível sem o precioso auxílio do cerebelo - de onde saem os "comandos" para digitar ou tocar violão.

 

Deficiência de vitamina B12: Uma epidemia silenciosa, com graves consequências

outubro 2, 2016

O que todas estas doenças têm em comum?

  •  A doença de Alzheimer, demência, declínio cognitivo e perda de memória (coletivamente referidos como “envelhecimento”)
  •  A esclerose múltipla (EM) e outras desordens neurológicas
  •  Doença mental (depressão, ansiedade, transtorno bipolar, psicose)
  •  Doença cardiovascular
  • Transtornos do aprendizado ou do desenvolvimento em crianças
  • Desordem do espectro autista
  • Doença auto-imune e desregulação imune
  • Infertilidade masculina e feminina
Resposta: elas podem imitar todos os sinais e sintomas de uma deficiência de vitamina B12.

A deficiência de vitamina B12 não é uma doença estranha, misteriosa. Pode-se ler sobre ela em cada livro de medicina e as suas causas e efeitos são bem estabelecidos na literatura científica.

No entanto, a deficiência de B12 é muito mais comum do que a maioria dos profissionais de saúde e o público em geral percebem. Dados do Tufts University Framingham Offspring Study sugerem que 40 por cento das pessoas com idades entre 26 e 83 anos possuem níveis plasmáticos de vitamina B12 na faixa normal baixa – uma faixa em que muitas pessoas experimentam sintomas neurológicos. Nove por cento tinham uma deficiência clara, e 16 por cento estava “perto da deficiência“.

Dito isto, estimou-se que a deficiência de B12 afete cerca de 40% das pessoas com mais de 60 anos de idade. É inteiramente possível que pelo menos alguns dos sintomas que atribuem ao envelhecimento “normal” – tais como perda de memória, declínio cognitivo, diminuição da mobilidade, etc. – sejam, pelo menos, em parte causados pela deficiência de B12.

Porque a deficiência de vitamina B12 é tão sub-diagnosticada?

A deficiência de vitamina B12 é muitas vezes perdida por duas razões. Em primeiro lugar, não é rotineiramente testada pela maioria dos médicos. Em segundo lugar, a extremidade inferior da faixa de referência de laboratório é demasiadamente baixa. É por isso que a maioria dos estudos subestimam os verdadeiros níveis de deficiência. Muitas pessoas com deficiência de vitamina B12 têm os chamados níveis “normais” de B12.

No entanto, é bem estabelecido na literatura científica que as pessoas com níveis de B12 entre 200 pg/ml e 350 pg/mL – níveis considerados “normais” – têm claros sintomas de deficiência de B12. Alguns especialistas em diagnóstico e tratamento da deficiência de B12, sugerem o tratamento de todos os pacientes que sejam sintomáticos e apresentem níveis de vitamina B12 inferior a 450 pg/mL. Eles também recomendam o tratamento de pacientes com B12 normal, mas com nível elevado de ácido metilmalonico urinário (MMA), homocisteína e / ou holotranscobalamina (outros marcadores de deficiência de B12).

No Japão e na Europa, o limite inferior para B12 é entre 500-550 pg/mL, o nível associado com manifestações psicológicas e comportamentais, tais como declínio cognitivo, demência e perda de memória. Alguns especialistas têm especulado que, no Japão, a aceitação de níveis normais mais elevados e a disposição de tratar os níveis que são considerados “normais” nos EUA, explicam as baixas taxas de doença de Alzheimer e demência naquele país.

O que é a vitamina B12 e por que você precisa dela?

A vitamina B12 trabalha em conjunto com o folato na síntese de DNA e das células vermelhas do sangue. Também está envolvida na produção da bainha de mielina em torno dos nervos, e na condução de impulsos nervosos. Você pode pensar no cérebro e no sistema nervoso como um grande emaranhado de fios. A mielina é o isolamento que protege os fios e os ajuda a conduzir as mensagens.

A deficiência grave de B12 em condições como anemia perniciosa (uma condição auto-imune em que o corpo destrói o fator intrínseco, uma proteína necessária para a absorção de B12) costumava ser fatal até que os cientistas descobriram que a morte poderia ser evitada pela alimentação de pacientes com fígado cru (que contém quantidades elevadas de vitamina B12). Mas anemia é a fase final da deficiência de B12. Muito antes da anemia surgir, a deficiência de vitamina B12 provoca vários outros problemas, incluindo fadiga, letargia, fraqueza, perda de memória e problemas neurológicos e psiquiátricos.

A deficiência de vitamina B12 ocorre em quatro fases, começando com a diminuição dos níveis sanguíneos de vitamina (fase I), progredindo para baixas concentrações celulares da vitamina (fase II), um aumento do nível de homocisteína no sangue e uma diminuição da taxa de síntese de DNA (fase III) e, finalmente, a anemia macrocítica (fase IV).

Porque a deficiência de vitamina B12 é tão comum?

A absorção de vitamina B12 é complexa e envolve várias etapas – cada uma das quais pode dar errado. Causas de má absorção de B12 incluem:

  • disbiose intestinal
  • intestino permeável e / ou inflamação do intestino
  • gastrites atróficas ou hipocloridria (baixa acidez estomacal)
  • anemia perniciosa (condição auto-imune)
  • medicamentos (especialmente IBP [inibidores da bomba de prótons]e outras drogas de supressão de ácido)
  • álcool
  • exposição a óxido nitroso (durante uma cirurgia ou a utilização recreativa)

Isso explica por que a deficiência de B12 pode ocorrer mesmo em pessoas que comem grandes quantidades de B12 contendo produtos de origem animal. Na verdade, muitos dos meus pacientes que são deficientes em vitamina B12 estão seguindo uma dieta low-carb / paleo onde comem carne com frequência.

Em geral, os seguintes grupos estão em maior risco para a deficiência de vitamina B12:

  • vegetarianos e veganos
  • pessoas com 60 anos ou mais
  • pessoas que usam regularmente IBP ou drogas supressoras de ácido
  • pessoas em uso de medicamentos para diabetes, como a metformina
  • pessoas com doença de Crohn, colite ulcerativa, doença celíaca ou SII
  • mulheres com história de infertilidade e aborto 

Nota para os vegetarianos e veganos: a vitamina B12 é encontrada somente em produtos de origem animal.

A vitamina B12 é a única vitamina que contém um elemento-traço, o cobalto, razão pela qual ela é chamada de cobalamina. A cobalamina é produzida no intestino de animais. É a única vitamina que não podemos obter a partir de plantas ou luz solar. As plantas não precisam de B12 e, portanto não possuem estoque dela.

Um mito comum entre os vegetarianos e veganos é que é possível obter vitamina B12 a partir de fontes vegetais, como algas, soja fermentada, spirulina e levedura de cerveja. Mas, na realidade, os alimentos vegetais, que se diz conterem B12, contêm na verdade substâncias análogas à B12, chamados cobamidas, que bloqueiam a ingestão e aumentam a necessidade da verdadeira vitamina B12.

ISTO EXPLICA POR QUE OS ESTUDOS DEMONSTRARAM CONSISTENTEMENTE QUE ATÉ 50% DE VEGETARIANOS DE LONGO PRAZO E 80% DOS VEGANOS SÃO DEFICIENTES EM VITAMINA B12.

Os efeitos da deficiência de B12 em crianças são especialmente alarmantes. Estudos têm demonstrado que as crianças iniciadas em um dieta vegana até os 6 anos de idade ainda são deficientes em vitamina B12 até mesmo anos depois que comecem a comer, pelo menos, alguns produtos de origem animal.

Em um estudo, os pesquisadores descobriram:

  • Uma associação significativa entre o status da cobalamina [b12] e o desempenho em testes que medem a inteligência fluida, habilidade espacial e memória de curto prazo (com as crianças anteriormente veganas marcando mais baixo do que as crianças onívoras em cada caso).

O déficit na inteligência fluida é particularmente preocupante, segundo os pesquisadores, por que:

  • Ele envolve o raciocínio, a capacidade para resolver problemas complexos, capacidade de pensamento abstrato e a capacidade de aprender. Qualquer defeito nesta área pode ter consequências de longo alcance para o funcionamento individual.

É por isso que é absolutamente crucial para aqueles que abstêm-se de produtos de origem animal compreenderem que não existem fontes vegetais de vitamina B12 e que todos os veganos e vegetarianos devem suplementar a vitamina B12. Isto é especialmente importante para as crianças vegetarianas ou veganas ou mulheres grávidas, cuja necessidade de B12 é ainda maior do que os adultos.

O tratamento da deficiência de vitamina B12

Uma das coisas mais tristes sobre a epidemia de deficiência de vitamina B12 é que o diagnóstico e o tratamento são relativamente fáceis e baratos – especialmente quando comparado com o tratamento das doenças que a deficiência de vitamina B12 pode causar. Um teste de B12 pode ser realizado por qualquer laboratório, e deve ser coberto pelo seguro. Mesmo para quem não tenha um plano de assistência, o custo deste exame é muito barato.

Como sempre, o tratamento adequado depende do mecanismo subjacente que está causando o problema. Pessoas com anemia perniciosa ou doença intestinal inflamatória como a doença de Crohn são suscetíveis de terem prejudicado a absorção por suas vidas inteiras, e isso, provavelmente, vai exigir injeções de vitamina B12 por tempo indeterminado. Isso também pode ser verdadeiro para aqueles com deficiência de vitamina B12 grave causando sintomas neurológicos.

Alguns estudos recentes têm sugerido que a dose elevada de administração oral ou nasal pode ser tão eficaz quanto as injeções para as pessoas com problemas de má absorção de vitamina B12. No entanto, a maioria dos especialistas ainda recomenda injeções de vitamina B12 para as pessoas com anemia perniciosa e deficiência de B12 avançada envolvendo os sintomas neurológicos.

A cianocobalamina é uma das formas de suplementação de B12 mais frequentemente utilizadas. Mas, provas recentes sugerem que a hidroxicobalamina (frequentemente utilizada na Europa) é superior à cianocobalamina, metilcobalamina e pode ser superior a ambas – especialmente para a doença neurológica.

Estudos japoneses indicam que a metilcobalamina é ainda mais eficaz no tratamento de sequelas neurológicas a deficiência de vitamina B12, e que pode ser melhor absorvido porque evita problemas potenciais em vários ciclos de absorção da vitamina B12. Em cima disso, a metilcobalamina fornece o corpo com grupos metil que desempenham um papel em vários processos biológicos importantes para a saúde global.

SE SUSPEITAR QUE VOCÊ TEM DEFICIÊNCIA DE B12, O PRIMEIRO PASSO É FAZER O TESTE.

Você precisa de uma linha de base precisa para trabalhar. Se você é deficiente B12, o próximo passo é identificar o mecanismo que causa a deficiência. Isso é algo que você provavelmente vai precisar de ajuda com de um médico. Uma vez que o mecanismo é identificado, a forma adequada (injeção, oral, sublingual ou nasal) de suplementação, a dose e a duração do tratamento poderá ser selecionada.

 

Fonte:http://verdademundial.com.br/2016/01/deficiencia-de-vitamina-b12-uma-epidemia-silenciosa-com-graves-consequencias/

 

Feijão

outubro 2, 2016

Onipresente na mesa dos brasileiros, o feijão é um alimento rico em nutrientes tais como potássio, cálcio, zinco, ferro, magnésio, proteínas, vitaminas do complexo B e fibras.

Isso vocês já devem saber não é mesmo?

A dúvida é qual o melhor feijão para consumir.

Na verdade, existem pouquíssimas diferenças nutricionais entre eles; o que difere é o sabor.

O feijão branco possui melhor qualidade proteica e uma glicoproteína, a faseolamina, que diminui a absorção de carboidratos além disso, possui baixo índice glicêmico e é rico em antioxidantes.

O feijão Azuki, é de grande riqueza nutricional, pois apresenta boas quantidades de fibras, ferro (maior que todos os outros), maior quantidade de zinco além de apresentar boa digestibilidade, pois fermenta menos. 

 

Aliás, falando então em fermentação, prestem atenção na dica:

 

TODOS eles possuem um composto antinutricional chamado ácido fítico que inibe a absorção dos nutrientes como cálcio, ferro, manganês e zinco. Para que essa absorção ocorra em nosso organismo, DEVEMOS SIM, DEIXAR O FEIJÃO DE MOLHO POR NO MÍNIMO 8 HORAS, COM SUCO ESPREMIDO DE 1 LIMÃO. Deixar o feijão de molho não só retira o fator antinutricional como favorece o cozimento. O cozimento, deve ser feito em fogo baixo, lentamente para não perder os nutrientes do feijão. 

 

Interessante? Gostaram? O importante é: COMAM FEIJÃO, todos são super nutritivos, com arroz fica o casamento perfeito.

 By nutricionista Anna Paula Adegas

 
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