Florianópolis (Bairro: Trindade): 3233-5984 

Florianópolis (Bairro: Ingleses): 3269-3479 / 3269.1818 

Cuide de você

April 22, 2014

 

Coelhinho da Páscoa o que trazes pra mim?

April 17, 2014
Foto
 

Alimentos para a faixa etária do pré-escolar

April 11, 2014

A preocupação com a qualidade e quantidade da alimentação oferecida às crianças, está ligado ao fato de escolhas erradas.

A capacidade da criança se alimentar está diretamente ligada ao desenvolvimento da coordenação motora, cognitiva e social. O seu comportamento em relação à alimentação é determinado pela interação com o alimento, levando-se em consideração as influências de fatores emocionais, condição socioeconômica e cultural.

A participação da mãe ou de pessoas diretamente ligadas ao processo de alimentação da criança, é de fundamental importância.

A boa alimentação não é instintiva, é aprendida através do hábito alimentar até os 3 anos de idade. Considera-se pré-escolar o período de 1 a 6 anos de idade, e de escolar dos 7 anos até a puberdade (em âmbito educativo de 7 a 14 anos).

As crianças na fase pré-escolar, caracteristicamente, apresentam o que costumamos chamar de neofobia, isto é, a relutância em consumir novos alimentos na primeira oferta. Este é um dos momentos em que as mães fazem o maior número de consultas porque os seus filhos “não comem”.

A partir do primeiro ano de vida, a alimentação da criança é igual ao da família, evitando condimentos fortes. As preferências alimentares são determinantes na escolha dos alimentos, e é fato que, existe uma preferência nata pelo sabor doce e a rejeição pelo sabor amargo e azedo, mas é preciso que se ofereça repetidas vezes o mesmo alimento de diversas formas de preparo, pois as crianças estão em um processo de aprendizagem.

Nesta fase existem várias causas de inapetência como a dificuldade de reconhecimento de paladar, maior interesse pelo meio ambiente, chantagens diante de recusas, entre outras. A inapetência costuma coincidir com o fato de que com a ansiedade que a criança se alimente, a mãe oferece substitutos de baixo valor nutritivo (alimentos adocicados e de fácil digestão). Desta forma, a criança associa que, se ela não comer, obterá o que deseja.

Os pais devem ser informados que a rejeição inicial é uma resposta normal, pois reflete um processo adaptativo.

Os intervalos das refeições estão associados com o volume das mesmas. Grandes refeições estão associadas com longos intervalos e pequenas refeições com intervalos mais curtos.

Orientações para uma abordagem nutricional:

• Respeitar a variação normal do apetite;

• Estabelecer horários de refeições (intervalo de 2 a 3 horas entre a ingestão de alimentos e a refeição principal);

• Diversificar alimentos e formas de preparo, apresentando os pratos de maneira agradável com textura própria para idade;

• Evitar alimentos de alta densidade energética (excesso de frituras, gorduras) para que na próxima refeição a criança não fique tão seletiva comprometendo a qualidade da dieta;

• Servir pequenas porções e repetir quando necessário, assim encoraja a criança a comer;

• Não utilizar subterfúgios como o famoso “aviãozinho”, pois desviam a atenção e comprometem a percepção dos alimentos;

• Não oferecer sobremesa como recompensa;

• Deixar a criança auto alimentar-se;

• Fracionar a dieta em 6 refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite);

• Não demonstrar irritação ou ansiedade no momento da recusa da refeição principal, não substituir por leite. Ofereça a mesma mais tarde;

• Oferecer sempre verduras e legumes mesmo que a criança não aceite, não comentar caso os mesmos sobrem no prato;

• Não oferecer líquido com as refeições;

• Não utilizar guloseimas como recompensas ou castigos;

• Incentivar a participação da criança na montagem do prato ou no preparo de alimentos;

• Fazer as compras deixando a criança ajudar a escolher as frutas, verduras e legumes, estimulando o conhecimento das variedades de alimentos.

Hoje em dia, a preocupação com a qualidade e quantidade da alimentação oferecida às crianças, está ligado ao fato de escolhas erradas, por serem mais “práticas”, como por exemplo, fast foods, pizzas, salgadinhos e etc. A vida sedentária das crianças (televisão, computador) associada ao aumento da ingestão calórica, refletirá diretamente no crescimento e desenvolvimento adequado, além de um ganho excessivo de peso.

Portanto a orientação é diminuir a ingestão de gorduras saturadas e colesterol que encontramos nas frituras, milanesas, maionese, creme de leite, manteiga, chocolates, substituindo por gorduras mais saudáveis (poliinsaturados) dando preferência às carnes magras; remover gorduras de carnes gordurosas antes de prepará-las; usar óleos vegetais no preparo das refeições e azeite para temperos e saladas; dar preferência às frutas como sobremesa; evitar refrigerantes, bolachas e biscoitos principalmente os recheados; evitar petiscos antes das refeições; dar preferência a alimentos integrais e/ou rico em fibras.

É importante salientar que não existe alimento proibido, o que se tem, são apenas limites.

A escola é uma janela de oportunidades onde tudo que a criança vê vai aprender, com isso orientamos a constituição do lanche da seguinte forma: 01 bebida, 01 lanche salgado uma fruta ou doce. Estes itens devem variar, na medida do possível, para que a criança tenha vontade de comê-lo.

Ao montar o lanche em casa devemos tomar alguns cuidados com os alimentos que necessitam de controle de temperatura, como iogurtes, leites fermentados, etc. Portanto deve-se preparar o lanche bem próximo do horário da saída para escola e colocar em lancheiras térmicas com o intuito de manter razoavelmente a temperatura.

A participação da mãe ou de pessoas diretamente ligadas ao processo de alimentação da criança, é de fundamental importância.

Guia para uma alimentação saudável:

Description: piramide-alimentar-escolar

Para facilitar a seleção de uma alimentação adequada e saudável foram criados os guias alimentares. A pirâmide alimentar é um instrumento útil na educação alimentar de populações e indivíduos tendo como principais conceitos: Variedade (visa o consumo de tipos diferentes e variados de alimentos dentro e entre os níveis da pirâmide), a Moderação (visa o consumo dos alimentos nas porções e tamanhos recomendados, bem como consumo esporádicos de gorduras óleos e doces e Proporcionalidade (objetiva o consumo maior de grupos alimentares como cereais situados na base da pirâmide e gradativa redução da proporção à medida que se alcança o topo da pirâmide (óleos e açúcares).

Uma dieta deve conter de 50 a 60 % de Carboidratos, 20 a30% de Lipídeos, e 10 a 15% de Proteína.

Com relação à distribuição das refeições, 19% do valor calórico total (VCT) diário de concentra no café da manhã, 23 % no almoço, e 24% no jantar. O restante se distribui entre os lanches intermediários sendo cerca de 10 % em cada um. Considera-se que as calorias devem ser distribuídas mais homogeneamente durante o dia, não se concentrando apenas nas refeições principais.

Vale ressaltar que as necessidades nutricionais são diferentes para cada individuo e dependem de fatores como: idade, sexo, peso, altura e atividade física, logo, são individuais. Uma avaliação adequada para indivíduos sadios ou enfermos, em suas diferentes faixas etárias, deverá se consultar um nutricionista.

 

 

 

Índice Glicêmico

April 6, 2014

O índice glicêmico representa a velocidade em que o carboidrato é digerido e transformado em açúcar no sangue. Ao consumir alimentos de alto índice glicêmico, ou seja, que são digeridos mais rapidamente, a quantidade de açúcar no sangue aumenta, sendo necessário liberar maior quantidade de insulina para normalizar a glicemia sanguínea. Essa situação pode sobrecarregar o pâncreas, ocasionando resistência à insulina e até mesmo diabetes.

Quando os níveis de açúcar se elevam excessivamente há maior tendência do organismo armazenar gordura, favorecendo o aumento de peso.

Os alimentos que apresentam carboidrato de digestão lenta, ou seja, liberam açúcar em menor quantidade no sangue, são os de baixo índice glicêmico. Esses alimentos são ricos em fibras, ou seja, nos causam maior saciedade, auxiliando no emagrecimento, já que será necessário ingerir menor quantidade para se sentir satisfeito.

  • Alimentos que podem ser consumidos:

Frutas: abacate, ameixa vermelha, carambola, cereja, damasco, figo, goiaba, laranja, maçã, pera, pêssego, tangerina. 

Hortaliças: Abobrinha, acelga, agrião, aipo, alface, alho, almeirão, aspargo, berinjela, bertalha, brócolis, broto de alfafa, broto de bambu, cebola, cebolinha, cenoura, chicória, coentro, cogumelo, couve, couve-flor, espinafre, jiló, maxixe, mostarda, nabo, palmito, pepino, pimentão, quiabo, rabanete, repolho, rúcula, salsa, taioba, tomate e vagem. 

Feijões: Feijão, lentilha, ervilha, soja, grão-de-bico. 

Carnes: cortes magras, sem gordura, peixes e frangos sem pele. 

Leites e derivados desnatados

Oleaginosas: nozes, amendoim e castanhas.

Adoçantes naturais como frutose, sucralose e stévia.

·        Alimentos que não podem ser consumidos:

Alimentos feitos com farinhas refinadas: macarrão, pão francês, bolos, biscoitos.

Açúcar refinado, mascavo, mel, melado e refrigerantes.

Arroz branco, batata e milho.

Frutas: abacaxi, banana, mamão, manga, melancia, melão, uva passa, caqui, fruta-do-conde, kiwi, morango. 

Adoçantes artificiais: sacarina, ciclamato, aspartame.

 

Suplementos Alimentares

March 4, 2014

Quando se trata do assunto suplementos proteicos, são várias as opções encontradas: barrinhas, albumina, proteína da soja, proteína do arroz, até chegar aos wheys. É impossível entrar em qualquer academia e não encontrar um malhador sem um desses produtos em mãos, na esperança de ganhar músculos de forma mais rápida. Polêmicos, os suplementos são alvos constantes de fiscalização. Na semana passada, a Anvisa chegou a retirar do mercado quatro produtos de marca importada (leia quadro). Mas, afinal, qual é a função de cada um deles? 

De acordo com a nutricionista esportiva Narayana Reinehr Ribeiro, no caso específico do whey protein, tão em moda entre os malhadores, ele pode ser concentrado (WPC) - mais barato, tem uma boa concentração de proteínas e apresenta lactose -; isolado (WPI) - superior ao WPC quanto à concentração de proteínas, no processo de filtração, tem a lactose retirada -; ou hidrolisado (WPH). Nesse caso, é o WPI que foi hidrolisado. "Quando esse processo acontece, as proteínas são 'quebradas', perdendo, dessa forma, muitos macropeptídeos alergênicos, como a lactoglobulina, permitindo que pessoas alérgicas à proteína do leite possam consumir esse suplemento", explica a nutricionista.

Narayana alerta, porém, que nenhuma proteína em forma de suplemento deve substituir as refeições. "Trocar uma refeição por apenas proteína transforma essa refeição em uma fonte pobre em fibras, carboidratos e gorduras, que são importantes fontes de várias vitaminas e minerais", detalha. 

A carne é uma excelente fonte de proteína, o whey também. Mas não é uma substituição tão lógica. Afinal, existem várias outras fontes alimentares de proteína. No caso de uma dieta montada por um profissional, explica Narayana, inicialmente, seria inserida uma maior quantidade de proteínas animais e vegetais antes de ser prescrito um suplemento.

A proteína é um macronutriente, assim como o carboidrato e a gordura. Cada grama de proteína nos fornece 4kcal; cada grama de carboidrato também 4kcal; e de gordura, 9kcal. "Não costumo rotular os alimentos como bons ou ruins, que emagrecem ou que engordam, pois tudo depende da quantidade, de acordo com a necessidade e a demanda do indivíduo. Mas proteína em excesso pode engordar", garante a nutricionista, alertando ainda que o mais importante é ter uma alimentação balanceada, rica em nutrientes que auxiliam na manutenção, digestão e ingestão de vitaminas, aminoácidos e minerais.

Além da proteína, existem outros queridinhos daqueles que malham e são adeptos da suplementação. Os aminoácidos glutamina e os BCAAs são alguns deles. Também receitada por um nutricionista, a glutamina pode ser produzida pelo organismo a partir do ciclo do ácido cítrico. A sua prescrição tem como foco principal a saúde do intestino. Os enterócitos - células intestinais - são grandes consumidores de glutamina no nosso corpo, assim como os linfócitos(células de defesa). O aminoácido de maior concentração nos nossos músculos é o BCAA. 

Segundo o professor de educação física Pedro Neto, o mais importante para quem busca emagrecer é a combinação de exercícios com foco na melhoria cardiovascular, na resistência e na força. Tudo isso por meio da musculação. "Há outros tipos de treinos, como o metabólico. Ele é composto de intervalos curtos, séries pesadas, normalmente com várias repetições, que exigem mais do organismo e promovem um alto gasto calórico. Nem sempre treinos como esse precisam do uso de suplementos. Já para treinos de resistência, explica Pedro Neto, é necessário que a pessoa passe por todas as fases de treinamento. "São elas: a adaptação neural, coordenação motora com o desenvolvimento de resistência, força e hipertrofia", enumera.
 

Thessa Vieira usa whey, vitaminas e minerais prescritos por um nutricionista: malhação pesada
A grande dúvida dos que querem perder peso e ganhar músculos é saber qual é o melhor exercício e qual tem maior gasto calórico. Dieta, musculação e noites bem dormidas são os melhores remédios para quem quer perder peso, esclarece o professor. Ele ressalta que o uso de proteínas de forma irregular pode, inclusive, surtir efeito contrário. "Se a pessoa não tem uma dieta correta e toma whey, ela engorda em vez de emagrecer." Portanto, ressalta Pedro, é muito importante o acompanhamento com um nutricionista para especificar a alimentação. Além disso, é preciso trabar a parte aeróbica. 

Vitor Manuel Gonçalves Mendes, 35 anos, é manobrista e há oito meses começou a treinar. Após consulta com a nutricionista e com o foco de ganhar massa muscular, ele aumentou em 9kg a massa magra, aliando dieta e suplementos. "Tomo dois tipos de proteína três vezes ao dia: após treino, a isolada e, pela manhã e à noite, a concentrada e a hidrolisada. Também tomo o BCAA e a glutamina quatro vezes ao dia", conta Vitor. Já a bancária Thessa Vieira, 31 anos, malha há cinco anos e há um ano trata uma lesão no ombro devido a um acidente de trabalho que a deixou afastada da função. Com a musculação voltada para a reabilitação, o exercício a ajudou a melhorar os movimentos e as dores. A nutricionista que a atende também recomendou o uso de whey, vitaminas e minerais. 

Pedro Neto ressalta que o grande mal atual é a indicação proteínas e wheys por pessoas leigas. Se um amigo toma, não quer dizer que esse mesmo produto vá servir para você. "Para todos os meus alunos, eu indico que se consulte com um nutricionista esportivo", enfatiza. O uso inadequado de qualquer suplemento pode trazer efeitos colaterais e danos à saúde.

Venda proibida
 Na semana passada, a Anvisa proibiu a venda de quatro suplementos alimentares para atletas. Segundo a agência, os produtos apresentam irregularidades. O primeiro deles, Alimento para Atletas da marca ISOFAST-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Macroex Comercial Importadora e Exportadora Ltda, foi suspenso por apresentar BCAA e não se enquadrar em nenhuma das classificações previstas pela agência. Já o Suplemento de Cafeína para atletas, marca ALERT 8-HOUR-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Macroex Comercial Importadora e Exportadora Ltda, foi suspenso por conter taurina em sua composição. O Carnivor, fabricado por MuscleMeds e distribuído por Nutrition Import Comércio Atacadista de Suplemento Ltda, foi suspenso por apresentar teores de vitamina B12 e B6 acima da ingestão diária recomendada e por apresentar as substâncias glutamina alfa-cetoglutarato (GKC), ornitina alfa-cetoglutarato (OKG), alfa-cetoisocaproato (KIC), que não foram avaliadas quanto à segurança de consumo como alimentos. Por fim, o Probolic-SR-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Commar Comércio Internacional Ltda, foi suspenso por não haver comprovação de segurança de uso.
 
CORREIO BRASILIENSE - DF 24/02/2014
 

Novo Guia Alimentar para a população brasileira

February 28, 2014

O novo Guia Alimentar da População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, pretende orientar os brasileiros sobre os cuidados com a saúde e como manter uma alimentação saudável e balanceada.

A recomendação principal é o consumo de alimentos frescos, de procedência conhecida e a adoção de uma dieta baseada sobretudo em alimentos frescos, ou in natura - não-industrializados - como carnes, verduras, legumes e frutas.

O manual também recomenda que as pessoas optem por refeições caseiras e evitem a alimentação em redes de fast food.

"O guia é uma fonte segura para orientar os brasileiros para uma alimentação saudável, com base em evidências científicas e com recomendações debatidas com diferentes especialistas e setores da sociedade", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. "A intenção é promover a saúde da população e contribuir para a prevenção de doenças como a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação", enfatiza.

Na hora de comer, comer

O novo guia orienta a desfrutar a alimentação, evitando assistir televisão, falar ao celular, ficar em frente ao computador ou executar atividades profissionais durante as refeições.

Outro destaque vai para o preparo da própria refeição, sempre que possível. "Precisamos resgatar e valorizar a culinária, planejar as nossas refeições, trocar receitas com amigos e envolver a família na elaboração das refeições. Isso pode até implicar dedicação de mais tempo, mas o ganho em saúde e na convivência é significativo," explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime.

O guia também recomenda a utilizar com moderação óleos, gorduras, sal e açúcar.

Produtos industrializados devem dar lugar aos alimentos in natura, sobretudo porque os produtos processados têm adição de grandes quantidades de sal ou açúcar, além de outros produtos químicos para conservar e dar sabor.

Guia Alimentar para a população brasileira
Exemplos de almoço conforme as preferências das diversas regiões brasileiras. [Imagem: Divulgação]

Orientações para uma alimentação saudável:

  • Fazer de alimentos naturais a base da alimentação
  • Usar óleos, gorduras, sal e açúcar com moderação
  • Limitar o uso de produtos prontos para consumo
  • Comer com regularidade e com atenção e em ambientes apropriados
  • Evitar fazer refeições sozinho
  • Fazer compras de alimentos em locais que ofertem variedades de alimentos frescos e evitar aqueles que só vendem produtos prontos para consumo
  • Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias
  • Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece
  • Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora e evitar redes de fast food
  • Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais

Diferenças entre alimento e produto alimentício

Alimentos in natura: são essencialmente partes de plantas ou de animais. Ex: carnes, verduras, legumes e frutas.

Alimentos minimamente processados: quando submetidos a processos que não envolvam agregação de substâncias ao alimento original, como limpeza, moagem e pasteurização. Ex: arroz, feijão, lentilhas, cogumelos, frutas secas e sucos de frutas sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas e nozes sem sal ou açúcar; farinhas de mandioca, de milho de tapioca ou de trigo e massas frescas.

Produtos processados: são fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar a alimentos para torná-los duráveis e mais palatáveis e atraentes. Ex: conservas em salmoura (cenoura, pepino, ervilhas, palmito); compotas de frutas; carnes salgadas e defumadas; sardinha e atum em lata, queijos e pães.

Produtos ultraprocessados: são formulações industriais, em geral, com pouco ou nenhum alimento inteiro. Contém aditivos. Ex: salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, "barras energéticas", sopas, macarrão e temperos "instantâneos", "chips", refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, hambúrgueres e nuggets.

Contribua

O manual foi elaborado com o apoio do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS).

A população poderá contribuir com a elaboração do novo guia, que encontra-se em consulta pública até o dia 7 de maio, acessando o endereço eletrônico www.saude.gov.br/consultapublica. As contribuições serão avaliadas pelo Ministério da Saúde e poderão constar do documento final.

 

10 alimentos fonte de cálcio que não contém leite

February 14, 2014

Nutriente é fundamental para a saúde dos ossos e em processos de coagulação

Quando se fala em cálcio, instantaneamente nos lembramos do leite. Não é à toa. Ele é a principal fonte desse nutriente em nossa dieta. Vale lembrar, entretanto, que não é a única e aqueles que sofrem de alergia ao leite ou intolerância à lactose devem ficar atentos a isso. Mas, afinal, por que ele é tão importante? Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia, o cálcio é fundamental, entre outras funções, para a formação da massa óssea, para a coagulação sanguínea e para a contração muscular. Ele explica também que a necessidade diária desse mineral varia conforme a idade, chegando a 1.200 miligramas por dia após os 50 anos. Para garantir o consumo recomendado, portanto, listamos outras boas fontes de cálcio que não contém leite:

Tofu

De acordo com o nutrólogo Roberto, o tofu apresenta maior quantidade de cálcio do que o leite. Enquanto 100 g de leite contém 100 mg de cálcio, em 100 g de tofu há 159 mg de cálcio. O problema, segundo o especialista é a biodisponibilidade. "Absorvemos melhor o cálcio de alimentos de origem animal do que os de origem vegetal", explica, Mesmo assim, esse derivado da soja é uma boa fonte do nutriente, assim como é rico em proteínas, fósforo e magnésio. Para completar, ele ainda oferece poucas calorias: apenas 70 kcal em 100 g.

 

Brócolis

brócolis cru contém 400 mg de cálcio em 100 g, mas consumido desta maneira diminui a eficiência da tireoide, podendo até levar a um quadro de hipotireoidismo. Por isso, recomenda-se ingerir o alimento cozido ou no vapor. "Ao submetê-lo ao cozimento, entretanto, ele perde cerca de 70% da quantidade inicial de cálcio, enquanto que, no vapor, ele perde cerca de 25% da quantidade inicial do nutriente", explica o nutrólogo Roberto. Prefira, portanto, consumir o brócolis no vapor e aproveite outros nutrientes, como ácido fólico, antioxidantes, fibras e vitaminas A e C.

Description: Sardinha - Foto Getty Images

Sardinha

"A sardinha, assim como outros peixes de água fria, é conhecida por ser fonte de uma gordura boa para o coração: o ômega 3", afirma a nutricionista Cátia Medeiros, da Atual Nutrição, em São Paulo. Mas o alimento, que pode ser consumido assado, grelhado ou até em patê, também é rico em cálcio. Cada 100 g de sardinha oferece 500 mg do mineral. O peixe também é um alimento de fácil digestão e altamente recomendado para atingir as recomendações diárias de ingestão das vitaminas A e D.

Description: Espinafre - Foto Getty Images

Espinafre

Alimento antioxidante e fonte de fibras, o espinafre também é rico em cálcio. Cada 100 g do vegetal contém 160 mg do nutriente. "Outra característica do espinafre é o alto teor de ferro que faz com que ele seja bastante indicado a pessoas que sofrem de anemia ferropriva", aponta a nutricionista Cátia. A hortaliça pode ser consumida sozinha em saladas ou lanches simples ou cozido.

Description: Semente de gergelim - Foto Getty Images

Semente de gergelim

A semente de gergelim costuma ganhar destaque por atuar como coadjuvante na perda de peso graças a alta concentração de fibras, conhecidas por proporcionar saciedade. Entretanto, outros nutrientes, como o cálcio, também podem ser encontrados na semente: 400 mg de cálcio em cada 100 g do alimento. Nutricionistas também a recomendam para regularizar o trânsito intestinal e controlar a glicemia. Por fim, estudos mostram que as gorduras insaturadas presentes na semente de gergelim agem de forma positiva na regulação do colesterol e do triglicérides.

Description: Soja - Foto Getty Images

Soja

Alimento inseparável dos vegetarianos, a soja também se mostrou importante na dieta de mulheres na menopausa. "As isoflavonas, espécie de hormônio vegetal, nela presentes ajudam a diminuir as ondas de calor e outras alterações típicas dessa fase da vida feminina", explica o nutrólogo Roberto. O vegetal também é rico em cálcio, apresentando 90 mg do mineral a cada 100 g. Sua versão em farinha ou leite, entretanto, apresentam o nutriente em maior concentração. São 280 mg de cálcio a cada 100 g de farinha ou leite de soja.

Description: Linhaça - Foto Getty Images

Linhaça

Uma porção de 100 g de linhaça contém 200 mg de cálcio, mas, segundo o nutrólogo Roberto, é recomendado ficar atento a esse alimento por ser altamente calórico. Essa mesma quantidade oferece cerca de 490 calorias. "A linhaça também é fonte da gordura poli-insaturada ômega-3 que previne contra doenças cardiovasculares", diz a nutricionista Cátia.

Description: Grão de bico - Foto Getty Images

Grão de bico

"Da família das leguminosas, o grão de bico proporciona benefícios similares aos da soja, exceto pela isoflavona", aponta o nutrólogo Roberto. A cada 100 g do alimento, são obtidos 120 mg de cálcio. Outras vantagens do consumo é a sensação de saciedade, melhora do fluxo intestinal e obtenção de proteínas.

Description: Aveia - Foto Getty Images

Aveia

Por não ser cara e oferecer maior quantidade de fibras dentre os cereais, aaveia não costuma ficar de fora do cardápio de quem está de dieta. "Um benefício de destaque do alimento, entretanto, é a diminuição do colesterol ruim (LDL)", lembra a nutricionista Cátia. O que pouca gente sabe é que ela também é rica em cálcio, oferecendo 300 mg do mineral a cada 100 g do cereal. O alimento cai bem em receitas de pães e bolos e misturado com mingau ou frutas.

Description: Chia - Foto Getty Images

Chia

Semente rica em ômega 3, fibras, ferro e proteínas, a chia não podia ficar de fora da lista. Cada 100 g do alimento contém 556,8 mg do mineral. A chia ainda é conhecida por proteger o coração, melhorar o sistema imunológico, combater cãibras e auxiliar no funcionamento do sistema nervoso.

 

Índice Glicêmico dos Alimentos

January 26, 2014

 

Oxyelite

January 13, 2014

Anvisa suspende emagrecedor e alerta para risco de suplementos

OxyElite Pro não teve composição, risco e segurança comprovados.
Substância pode dar dependência e problemas nos rins, fígado e coração.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta terça-feira (10) a fabricação, distribuição, divulgação, venda e uso do emagrecedor OxyElite Pro em todo o país, por não ter sua composição, risco e segurança comprovados.

O produto é considerado um suplemento alimentar, da mesma forma que os similares Jack3D e Lipo-6 Black. É composto por uma substância chamada dimetilamilamina (DMAA), que pode causar dependência, disfunções metabólicas, insuficiência renal, falência do fígado, problemas cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e até a morte.

O DMAA é usado também como descongestionante nasal e foi incluído entre as substâncias que acusam doping nos EUA. Países como Austrália e Nova Zelândia já suspenderam a substância.

Além de ser usado por quem quer emagrecer, o DMAA é empregado para aumentar o rendimento de atletas e também como droga. Na terça-feira passada (3), a Anvisa o incluiu na lista de substâncias proscritas no Brasil, o que impede sua importação, inclusive por pessoas físicas.

Suplementos novo (Foto: Arte/G1)

Segundo a Anvisa, alguns suplementos alimentares contêm ingredientes que não são seguros para o consumo ou apresentam substâncias "terapêuticas" que não podem ser ingeridas sem acompanhamento médico.

O alerta ressalta, ainda, que muitos suplementos vendidos no Brasil não estão regularizados pela agência e são comercializados irregularmente. Alguns contêm estimulantes e hormônios como testosterona e do crescimento (GH), sendo considerados, portanto, anabolizantes.

A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados pela Anvisa. Entretanto, eles não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proibidas, como é o caso do DMAA.

Cada país controla os suplementos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada deles no mercado.

No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros destinados a serem ingeridos em doses) só podem ser comercializados depois de verificados eventuais efeitos adversos e a segurança do uso.

Propagandas e rótulos que indiquem alimentos para prevenção ou tratamento de doenças e sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras, destaca a Anvisa.

Suplementos valendo (Foto: Arte/G1)

Como identificar suplementos não regularizados
- Promessas milagrosas e de ação rápida, como "Perca 5 kg em uma semana"
- Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, celulite, melhora da pele, etc
- Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrite e emagrecimento
- Uso de imagens e/ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas
- Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira
- Fotos de pessoas hipermusculosas ou que façam alusão à perda de peso
- Panfletos para divulgar alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização
- Comercialização em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor

Recomendações aos consumidores
- Peça orientação de seu nutricionista ou médico para identificar produtos seguros e regularizados pela Anvisa
- Desconfie se o produto for "bom demais para ser verdade". Ter um corpo definido e emagrecer nem sempre é rápido ou fácil, principalmente de forma saudável
- Consumidores que adquiriram produtos com DMAA na composição devem buscar orientação na autoridade sanitária local sobre a destinação adequada
- Mais informações podem ser obtidas pela Central de Atendimento da Anvisa, no número 0800 642 9782


 

Alimentos que bronzeam

January 13, 2014

Vitamina para bronzear

Além de filtro solar, os dermatologistas recomendam outro cuidado para quem quer ficar no tom do verão: comer cenoura, batata-doce, abóbora, beterraba, mamão papaia, manga, brócolis e espinafre. Eles são ricos em betacaroteno. O nutriente, que confere às frutas a cor amarela e alaranjada nas folhas, ele é camuflado pelo verde da clorofila, é empregado pelo organismo para formar a vitamina A e reforçar a co-loração do bronzeado.

“A substância também ajuda a barrar uma parte dos raios ultravioleta A, responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo câncer de pele”, revela o dermatologista Humberto Ponzio, de Porto Alegre. Para ativar o poder bronzeador, o ideal é ingerir três cenouras diariamente. “O betacaroteno funciona ainda como se tingisse a pele internamente, mesmo na ausência de raios solares”, esclarece o dermatologista José Carlos Greco, de São Paulo.


BETACAROTENO


E os suplementos?

Como não apresentam toxicidade, suplementos de betacaroteno têm sido receitados por alguns profissionais de saúde. “Há pessoas que não conseguem obter a quantidade do nutriente nas refeições”, justifica o médico ortomolecular Fernando Flaquer, de São Paulo. Mas há polêmica: “Alguns estudos mostram que doses muito altas predispõem ao câncer e outros afirmam que, ao contrário, protegem contra essa doença”, diz o médico e nutricionista Fernando Salvador Moreno, da Universidade de São Paulo.

PERIGOS DO EXCESSO DE ALIMENTOS QUE BRONZEIAM


O teste da palma das mãos

Para saber se você está ingerindo grandes quantidades de betacaroteno, observe a palma das mãos. Se ela fica amarelada, é sinal de acúmulo da substância. Para o estoque na pele diminuir e a coloração desaparecer basta interromper a ingestão. “O betacaroteno também tende a se depositar mais em áreas oleosas, como a testa e as costas”, explica Humberto Ponzio.

Suco bronzeador

Ingredientes:
• 1 copo pequeno de suco de laranja
• 1/2 beterraba crua e 1 cenoura média

Modo de fazer:
Centrifugue a cenoura e a beterraba e misture ao suco de laranja

Se você quer um tom de pele bonito no verão, consuma os seguintes alimentos um mês antes de lagartear na praia: cenoura, abóbora, manga, espinafre, pimentão, brócolis, couve, melão, mamão papaia, tomate, beterraba e melancia

Cuidado!

Quem tem a pele muito clara deve controlar a dose de betacaroteno. Há o risco de surgir um tom amarelado artificial. Já nas pessoas morenas a coloração produzida pelo nutriente tende para o dourado.

 

 

Nutrição para o cérebro

January 12, 2014


Durante a preparação para concursos e vestibulares, necessitamos de maior poder de concentração, atenção, memória, disposição e combater o estresse. Uma boa alimentação pode potencializar o rendimento nos estudos e diminuir a ansiedade para as provas.

Nas vésperas, devemos evitar alimentos que não costumamos consumir em nossa dieta, para não corrermos o risco de ter desconfortos intestinais. Alimentos pesados e ricos em gorduras como feijoada, batata frita, molho de quatro queijos, carnes gordas e bebidas alcoólicas devemos passar longe, pois eles dificultam a liberação de energia para o cérebro.

Deve-se também evitar durante a prova o consumo balas, chocolates, salgadinhos e refrigerantes, pois eles aumentam o apetite e podem por consequência levar à perda de concentração.

A fonte coordenadora da memória é denominada de hipocampo. À medida que os neurônios do cérebro (córtex) recebem informações sensoriais, transmitem para o hipocampo. As maneiras de conservar ou revitalizar o hipocampo são:

- Alimentar-se de forma balanceada;
- Consumir diariamente 1,5 a 2 litros de água;
- Praticar pelo menos 30 a 60 minutos de exercícios físicos diários;
- Praticar exercícios mentais moderados, como leituras, estudos, práticas de exercícios que requerem raciocínio;
- Evitar a ansiedade;
- Manter a pressão arterial regular e a circulação sanguínea em bom estado;
- Evitar a incidência de metais tóxicos, tais como alumínio, chumbo, mercúrio, cádmio, bismuto, níquel e outros (reduzem o equilíbrio intelectual);
- Evitar o excesso de bebidas alcoólicas e o consumo de medicamentos químicos quanticamente desequilibrados.

Alimentos que nao podem faltar na mesa dos estudantes:

Ovo: Fonte de colina, que participa da formação dos neurônios e repara as células cerebrais avariadas. Produz acetilcolina, neurotransmissor fundamental para a memória e o aprendizado. Previne contra a depressão. Além de ser fonte de vitaminas do complexo B, que facilitam a comunicação entre os neurônios.

 


Peixe: Essencial para o cérebro, melhora a memória, a concentração e possui ação antiinflamatória. Protege os neurônios contra os radicais livres e preserva as membranas dos neurônios, colaborando para a troca de informações entre eles. Fonte de zinco o e selênio que estimulam a atividade cerebral, impedindo ondas de cansaço no final do dia.


Alface: Coma as folhas, talos e o coração, pois é aí que se concentram altas doses de lactucina, substância que age como calmante.

 

 


Laranja e maracujá: Previnem o cansaço e ajudam a combater o estresse. Contêm ainda vitamina C, que contribui para as defesas do organismo.

 



Maçã: é uma das principais fontes de fisetina, composto que favorece o amadurecimento das células nervosas e estimula os mecanismos cerebrais.

 


                             
Frutas vermelhas: Possuem flavonóides, que exercem efeitos benéficos na aprendizagem e na memória porque protegem os neurônios e são capazes de reverter déficits de memória.

 

 

5 dicas para quem está pensando em seguir a dieta

January 6, 2014

1) A hora de começar é hoje. Não espere o momento ideal para começar a mudar os hábitos, a vida é sempre corrida mesmo, então comece agora, do jeito que der.
2) Tenha consciência de que a mudança é para a vida toda. Então, opte por algo que será viável de manter sempre. Dietas radicais podem não proporcionar o resultado esperado e causar prejuízos ao metabolismo.
3) Se já faz exercícios, otimize esse esforço através da alimentação. Cuidados com a nutrição, em conjunto com um bom treino, irão proporcionar uma perda de gordura ainda maior, definindo a musculatura.
4) Inicie com uma mudança por vez. Às vezes, mudar tudo de uma vez é uma atitude que não dura por muito tempo. Escolha um hábito para modificar, e só parta para o outro quando este já estiver bem sólido.
5) Planeje-se! Este é o segredo para qualquer dieta dar certo.
 

Feliz Natal e um Maravilhoso 2014

December 19, 2013
"Coma a metade, ande o dobro, ria o triplo". Em outras palavras: esteja atendo a si mesmo, lembre-se de que tudo esta sempre em movimento e permita-se rir, amar, dar a si mesmo coisas boas que lhe fazem bem. Certamente essas atitudes nos fazem menos alienados de nós mesmos e, talvez, nos ofereça mais possibilidades de desfrutar o Ano Novo que está chegando.
 

Decoração para o Natal

December 12, 2013

 

Língua x Paladar

December 9, 2013

 

Muito além do Peso

November 24, 2013
Ótimo filme que mostra como a população está ficando obesa (Pandemia)


https://www.youtube.com/watch?v=TsQDBSfgE6k
 

Nivel de desidratação segundo cor da Urina

November 20, 2013

 

Gordura Marrom - a gordura que queima gordura

November 4, 2013

O organismo tem dois tipos de gordura: a branca e a marrom. A primeira acumula energia

no corpo devido ao excesso de comida e falta de exercício físico. Já a marrom, "gordura boa", é importante para a termogênese. Ela desempenha um papel importante no controle do peso e índices mais altos dela podem proteger contra a obesidade, gerando calor corporal para nos aquecer, o que estimula o emagrecimento.  Uma das formas dessa gordura, que é a ativada no frio, suga a gordura do resto do corpo para usar como combustível. Outro estudo recente afirma que uma segunda forma dela pode ser criada da gordura branca comum, através do exercício.

 

A ciência já conhecia a existência desse tipo de tecido adiposo há muito tempo. Ele é, na verdade, uma herança da nossa evolução. Sua principal função é gerar calor. Ajudou, dessa maneira, a evitar que os homens morressem de frio lá nos primórdios da história, quando a humanidade estava perigosamente exposta a baixas temperaturas.

 

Ela é encontrada, principalmente, em animais que hibernam e recém-nascidos que não tremem, justamente pela sua habilidade de produzir energia térmica. No homem, a gordura marrom tem grande importância nos primeiros meses de vida - por isso neste período este tecido se apresenta em quantidade abundante - sendo responsável pela produção de calor, protegendo o recém-nascido do frio excessivo. Depois se reduz a quantidades mínimas no adulto, correspondendo somente a 5-10% do tecido adiposo.

 

A gordura marrom fica localizada principalmente na nuca, ombros, coluna vertebral, órgãos importantes e vasos sanguíneos. Foi constatado que indivíduos obesos têm menos gordura marrom que os magros; homens têm menos gordura marrom que as mulheres; idosos têm menos gordura marrom que os jovens; e pessoas com excesso de açúcar no sangue têm menos gordura marrom.

 

Estudos verificaram que quem tem mais deste tipo de gordura tem maior facilidade de emagrecimento ou não engorda com tanta rapidez. Estima-se que 50 gramas de tecido adiposo marrom ativo sejam suficientes para elevar em 20% a taxa do metabolismo basal (a quantidade de calorias que o organismo utiliza, em repouso, para manter o funcionamento dos órgãos). Por essa conta, um indivíduo que consiga acionar as células de gordura marrom poderia perder até cinco quilos, em um ano, mantendo a mesma dieta e o mesmo nível de atividade física.

 

Mais estudos estão sendo realizados com o objetivo de criar medicamentos e substâncias que estimulem a produção desta gordura no organismo, tornando o emagrecimento mais fácil. Três grupos de pesquisa, independentes, divulgaram que haviam descoberto a gordura marrom em adultos. Eles conseguiram percebê-la quando as pessoas eram colocadas em salas geladas, usando apenas finas roupas de hospital. Baixas temperaturas elevam a concentração de um hormônio fabricado no coração (peptídeo natriurético) e conhecido por interferir no controle da pressão arterial. Foi verificado que ele também ativa o tecido adiposo marrom.

 

As avaliações conseguiram detectar a gordura porque ela absorve a glicose. Porém não é porque a gordura marrom absorve a glicose que ela está necessariamente queimando calorias. Ao fazer uma análise diferente, que mostra o metabolismo da gordura, um grupo descobriu que a gordura marrom pode queimar a gordura comum e que a glicose não é a fonte principal de combustível para essas células. Quando elas ficam sem energia, passam a sugar a gordura do resto do corpo.

  

Esforços também estão sendo feitos para entender e conseguir provar como diversas proteínas atuam para estimular o funcionamento do tecido adiposo marrom. Uma delas é a proteína BMP8B.  Pesquisadores constataram que a aplicação da substância no cérebro de animais promoveu uma resposta mais forte das células de gordura marrom.Outra  substância, chamada PRDM16, uma proteína muscular ,está envolvida na produção do tecido marrom. As células de gordura marrom estão intimamente relacionadas ao músculo esquelético, e o PRDM16 pode instruir as células-tronco a se tornar células de gordura marrom.

 

 

Existe outro tipo de gordura marrom, difícil de ser estudado porque geralmente está disperso na gordura branca e não existe em grandes quantidades. Pesquisadores descobriram essa gordura em ratos, há poucos anos. Mas, pelo menos em ratos, o exercício pode fazê-la aparecer, transformando gordura branca comum em marrom, devido a um hormônio chamado irisina, presente tanto em ratos como em humanos.

 

A realização de exercícios de repetição, por períodos mais prolongados, aumenta no organismo a concentração do hormônio irisina. Produzido pelos músculos a partir do exercício, o composto parece induzir à formação de tecido adiposo marrom em vez de estimular a produção da gordura branca, aquela que guarda gordura.

 

 

Fonte: Revista Isto É -Ed.13/08/2012

 

Orientação Nutricional para Diarréia

November 3, 2013


 

Algumas doenças, como endometriose, colites ulcerativas, doenças de Crohn, câncer ou tumor no intestino, estresse, cólon irritável (o intestino não se contraem de maneira rítmica), podem levar a diarréia crônica.

É importante saber que a diarréia é um sintoma, e não uma doença. O importante é conhecer a doença que leva a diarréia, para que os cuidados e tratamento médico sejam realizados com muita atenção.

Vale lembrar que o estresse emocional freqüentemente agrava os sintomas relacionados às doenças no intestino, como por exemplo, a diarréia.

A diarréia é caracterizada por evacuações líquidas freqüentes. Ocorrendo uma passagem muito rápida do alimento através dos intestinos impedindo a digestão e absorção dos nutrientes, não permite nem mesmo a absorção da água. Por isso a importância de beber muito líquido quando se está com diarréia, evitando a desidratação.

Uma orientação básica que deverá ser iniciada imediatamente com a diarréia é preferentemente tomar líquidos e evitar alimentos sólidos de difícil digestão, isso ajudará a minimizar os sintomas.

O leite deverá ser evitado, porém, alguns produtos lácteos como queijos, iogurtes e leite com baixo teor de lactose podem ser consumidos, pois são bem tolerados.

A dieta deverá ter alto teor protéico-calórico porque é necessário repor os depósitos corporais, para evitar quadros como anemia e perda de massa muscular.

É necessário evitar a ingestão de gorduras, principalmente quando estiver com a diarréia chamada esteatorréia (diarréia com coloração amarelada), pois dificulta a absorção destas gorduras. Neste caso os triglicerídeos de cadeia média (óleo de coco é uma boa fonte)são úteis por serem de fácil absorção.

A suplementação com fontes de ácidos graxos ômega-3 tem sido defendida para ajudar a minimizar o componente inflamatório. O ácido graxo ômega-3 pode ser encontrado em óleo de peixe e peixes de água fria.

É essencial diminuir a ingestão de açúcares simples, como doces, balas etc, pois podem levar à diarréia, devido à fermentação que seus resíduos sofrem no intestino.

Prefira uma dieta com os polissacarídeos como, por exemplo, a Batata. Esta medida tem como objetivo evitar ou não potencializar distensão e dor abdominal.

EVITAR: vegetais e frutas crus, cereais ricos em fibras como farinha de aveia não devem ser utilizados. As fibras, principalmente celulose e hemicelulose, devem ser restritas na dieta uma vez que podem causar obstrução dos segmentos intestinais afetados.

Uma fibra que se faz necessária na doença intestinal inflamatória é a pectina, por ajudar a moldar a massa fecal. Pode ser encontrada em frutas como maçã, pêra, pêssego e banana, no entanto deve ser oferecida amassadas e/ou cozidas.

 

IMPORTANTE:

  • Beber muitos líquidos, de forma que se previna a desidratação mediante aos episódios de diarréia.

  • Refeições pequenas e freqüentes, com menos volume e mais fracionada, são importantes e bem toleradas do que grandes refeições e podem fazer com que você se alimente melhor.

  • As preparações não devem apresentar temperaturas extremas, principalmente fria, pois aumenta a motilidade intestinal e leva a diarréia imediata.

  • Eliminar do cardápio os condimentos, os alimentos de difícil digestibilidade e ricos em enxofre (Agrião, Alho, Abacate, Avelã, Ameixas, Abobrinha, Brócolis, Bebidas Gasosas, Batata Doce, Cebola, Couve Flor, leite), pois provocam acúmulo de gases no intestino, formando a flatulência.

  • Evitar alimentos ricos em purina (fígado, coração, língua, miúdos em geral, peixes pequenos, frutos do mar como sardinha, camarão etc, caldos de carne, feijão, grão de bico, ervilha, lentilha, grãos integrais), por ser capaz de aumentar o peristaltismo, e agravar o quadro de diarréia. Para diminuir os gases use os alimentos como gengibre e os chás de erva-doce e cidreira.

Converse com seu médico, para se necessário adicionar à dieta a suplementação das vitaminas K e B12 e o ferro caso esteja com anemia. Um exame de sangue é importante para saber se você está anêmica.

A vitamina A e o mineral zinco são dois nutrientes que devem ser oferecidos por atuarem no processo de regeneração da mucosa intestinal e por beneficiarem o sistema imunológico.

A Vitamina A atua na síntese protéica e, principalmente sob a forma de betacaroteno, por exemplo - cenoura cozida, possui propriedades antioxidantes.

É importante uma dieta rica em vitamina E, e dos minerais Selênio, Cobre, Cromo, Magnésio e Manganês.

A vitamina C é outro nutriente essencial por auxiliar no processo de cicatrização da mucosa intestinal e síntese de massa magra. Também previne a anemia ferropriva ao aumentar a absorção intestinal de ferro, além da sua ação antioxidante.

O complexo B é outro grupo de micronutrientes essencial por atuar como auxiliar no metabolismo de proteínas, lipídios e glicídios, e são úteis para reverter ou prevenir quadros de anemia.

Vitaminas como a B1 (Tiamina) atuam ainda na normalização dos movimentos do intestino (peristaltismo) ao controlar a função tônica do intestino. O Cálcio, Potássio, Zinco, Ferro, Manganês, Fósforo e até mesmo o Sódio, são os minerais mais perdidos pelos episódios de diarréia, por isso também devem estar presentes na dieta.

 

"O controle do estado emocional é importante, na medida em que se correlacione a piora do estado clínico com distúrbios neste sentido".

Com o controle medicamentoso e dietético é possível controlar esses sintomas de diarréia.

Sugestão de dia alimentar

Café da Manhã

1 xícara de chá de erva-doce sem açúcar

1 fatia de pão branco

1 fatia de queijo branco

1 pêra cozida com canela

Lanche da manhã

1 maçã sem a casca cozida

2 bolachas de maisena

Almoço

Arroz

1 filé de truta *peixe de água fria

1 Batata pequena cozida e recheada com ricota

Lanche da tarde

1 copo de suco batido (1/2 maça sem casca com ½ banana, 100 ml de suco natural laranja  bater no liquidificador e coar.

½ pão francês

1 fatia de queijo branco

Jantar

Macarrão com molho de tomates naturais e coados. Não colocar pimenta e nem condimentos fortes, coloque salsinha e bata no liquidificador e coe.

1 filé de peixe grelhado com cenouras cozidas e amassadas.

Ceia

Chá de cidreira sem açúcar e de 3 a 4 biscoitos de maisena.

 

 

Carne Suína

November 1, 2013

Existem 7 cortes de carne suína que têm menos gordura que o peito de frango sem pele.

A carne suína magra é um alimento denso em nutrientes, suprindo o organismo com alta concentração de muitos nutrientes em relação ao seu valor energético (calorias). Uma porção de 100g de lombo suíno aparado contribui somente com 6% das calorias numa dieta de 2000 kcal, sendo uma excelente fonte de tiamina, vitamina B6, fósforo e niacina, uma boa fonte de riboflavina, potássio e zinco (USDA Nutrient Data 2006). Comparado com peito de frango sem pele, o lombo suíno contém duas vezes mais zinco e 10 vezes mais tiamina numa porção.

Nutrientes da carne suína
Em relação aos Valores Diários para nutrientes, uma porção de 100g de lombo de suíno magro, assado, contribui:
Nutriente
% Valores Diários
Tiamina
54% VD
Niacina
37% VD
Vitamina B6
37%  VD
Riboflavina
19%  VD
Zinco
14%  VD
Potássio
10%  VD
Vitamina B12
8%  VD
Ferro
5%  VD

O lombo suíno é considerado uma carne “extra magra”, contendo menos que 5g de gorduras totais, 2g de gordura saturada e 95mg de colesterol por porção. Quando consumido como parte de uma dieta de 2000 kcal, uma porção de lombo suíno contribui com 5% do Valor Diário (VD) para gordura saturada, 4,5% do VD para gorduras totais e 21% do VD para colesterol e é um alimento denso em nutrientes. Para as pessoas com problema de hipertensão, recomenda-se a abstenção ou redução da ingestão de alimentos com alto teor de sódio, principalmente aqueles ricos em sal de cozinha (NaCl). O lombo suíno é um potencial aliado no controle da pressão alta. Contém o menor teor de sódio de todas as carnes, somente 42mg de sódio por porção ou 2% do VD, e o maior teor de potássio, com baixo teor de gorduras saturadas e colesterol.

Valor nutritivo da Carne Suína (Lombo sem gordura, em 100 gramas)

Cálcio4 g
Ferro0,5 mg
Magnésio24 mg
Sódio53 mg
Potássio334 mg
Zinco0,9 mg
Vitaminas 
Retinoltr
Tiamina0,95 mg
Riboflavinatr
Niacina13,83 mg
PiridoxinaTr
Ácidos Graxos 
Saturados3,3 g
Monoinsaturados (Oléico)3,7 g
Polinsaturados (Linoléico)1,0 g
Macronutrientes 
Umidade68 %
Fibra0%
Energia176 kcal
Proteína Total22,6 g
Gordura Total8,6 g
Colesterol55 mg

Fonte: Tabela brasileira de composição de alimentos/ NEPA – UNICAMP – Versão II – 2 ed – Campinas. SP.

O teor de colesterol da carne suína não é mais elevado que a maior parte das outras carnes (bovina, vitelo, carneiro). Com efeito, o teor de colesterol dessa carne varia, conforme as peças, de 62 a 78mg em cada 100g de carne crua, o que a coloca no mesmo patamar que o frango.

A carne suína pode ser, portanto, considerada como relativamente pobre em colesterol. O teor de colesterol dos miúdos de suíno é, por outro lado, mais elevado: 340mg para o fígado, 400mg para os rins, 2000mg para o miolo.


A carne suína tem proteínas de qualidade em quantidade! Ela apresenta um teor protéico elevado:

• 18-22g de proteína a cada 100g de carne crua
• 25-28g de proteína a cada 100g de carne cozida;

Assim, 150g de carne suína cobrem 40 a 50% das DRI (ingestão diária recomendada) de proteína para um adulto de 70 kg. Como se sabe, a qualidade nutricional de um “alimento protéico” depende não somente da quantidade, mas também da qualidade das proteínas. A qualidade das proteínas da carne suína é excelente e o equilíbrio de seus aminoácidos está próximo do ótimo.

As proteínas da carne suína possuem, com efeito, um excelente valor biológico, pois elas têm um aporte de aminoácidos essenciais em proporções favoráveis para permitir as sínteses protéicas do organismo, mesmo quando não são notadas em nível de aminogramas.

A relação proteínas / lipídios mede a capacidade de um alimento de aportar proteínas, sem, no entanto liberar muita gordura. Quanto mais elevada essa relação, mais o alimento é interessante do ponto de vista nutricional. Assim, o filé mignon suíno apresenta uma relação de proteínas / lipídios particularmente favorável de 11,6, em comparação ao filé bovino: 9,3 ou ao filé de vitelo: 6,8.


Do ponto de vista vitamínico, a carne suína se distingue essencialmente por sua riqueza em vitaminas do complexo B, e mais particularmente pela vitamina B1 (tiamina), que exerce um papel essencial na assimilação dos glicídios, transmissão de influxos nervosos e funcionamento do sistema neuromuscular. A carne suína representa uma das melhores fontes alimentares de vitamina B1 e, com um teor recorde de 0,7 a 1mg, ela supera com folga todas as outras carnes.

Após o cozimento, 100g de carne suína contém:

• 40-60% das necessidades diárias de vitamina B1;
• 20-30% das necessidades de vitaminas B2, PP e B6;
• 30% das necessidades de vitamina B12.

Pode-se ainda ressaltar a presença de vitamina E e de traços de vitaminas A e D. Os miúdos de suíno são igualmente ricos em vitamina A.


Do ponto de vista mineral, a carne suína se distingue essencialmente por seu teor de ferro, zinco e selênio.

O ferro participa na formação dos glóbulos vermelhos. A carne suína é uma boa fonte de ferro orgânico. Seu teor é menos elevado que o da carne bovina, mas mais elevado que o de frango. O conteúdo de ferro na carne suína é bem melhor absorvido e utilizado, pois é composto de uma boa parte de ferro hemínico (ou seja, mioglobina e hemoglobina). Na verdade, o ferro de origem animal é absorvido pelo organismo numa razão de 25%, contra 5% do ferro presente nos vegetais. O teor de ferro dos miúdos de suíno (fígado, rins, chouriço) é bem mais elevado, na ordem de 5 a 15mg / 100g. Assim, uma porção de 100g de carne suína cozida aporta em média 1,5mg de ferro, ou 15% das necessidades diárias de ferro para um homem adulto.

O zinco interfere nos processos de imunidade e reforço das defesas do organismo, exerce um papel protetor no envelhecimento celular e faz parte de um dos constituintes da insulina. A carne suína e os embutidos contêm em média 1,5 a 4mg de zinco a cada 100g. Portanto, 100g de carne suína cobrem de 15 a 20% das ingestões diárias recomendadas de zinco para um adulto.

O selênio, antioxidante, retarda o envelhecimento celular, diminui os riscos de doenças cardiovasculares e permite um bom funcionamento de vários mecanismos. Com teor de selênio de 10µg por 100g, a carne suína representa, depois da carne bovina, a segunda fonte de selênio na alimentação ocidental. Portanto, 100g de carne suína cobrem cerca de 20% da ingestão diária recomendada de selênio para um adulto.


CURIOSIDADE:

CARNE SUÍNA E A MEDICINA

A importância dos suínos para medicina humana é evidenciada por Roppa, citando produtos que são produzidos a partir dos suínos e usados em humanos. A grande variedade de produtos originados dos suínos e usados na medicina humana, e principalmente o uso de órgãos como pele e válvulas cardíacas para transplantes, deve ser interpretado como resultado da similaridade que há entre os organismos: humano e suíno.

1) O pâncreas dos suínos é um órgão do qual se obtém a Insulina. Esse hormônio é essencial para os diabéticos. Ele é encarregado de permitir a entrada de açúcar nas células e de diminuir a sua taxa no sangue, evitando dessa forma que atinja níveis mortais para o homem.

Outra utilidade do pâncreas dos suínos para o homem é a de fornecer ilhotas pancreáticas (ilhotas de Langerhans) para implantes em pessoas diabéticas que não as possuem. Estes implantes poderão deixar os diabéticos livres de injeções de insulina por vários anos. Atualmente, a insulina é também produzida por engenharia genética, através da multiplicação bacteriana, porém a um custo mais alto.

2) A Glândula Pituitária do suíno é utilizada para obtenção do ACTH. Este hormônio é usado em medicina humana para o tratamento das artrites e doenças inflamatórias, que causam dores insuportáveis para o homem.

3) A Tireóide do suíno é utilizada para obter medicamentos que serão usados por pessoas que possuem glândulas tireóides pouco ativas.

4) A pele dos suínos pode ser usada temporariamente pelo homem, nos casos de queimaduras que causam grandes descontinuidades de sua pele.

5) A mucosa intestinal dos suínos é usada para a obtenção de uma substância chamada Heparina. Esta tem a função de coagular o sangue e é aplicada em medicina humana nos casos de hemorragia.

6) O coração dos suínos é usado para retirar as Válvulas Cardíacas que serão transplantadas em adultos e crianças. Os suínos usados para fornecer essas válvulas, pesam de 16 a 25 kg. Estas válvulas são retiradas do coração e conservadas num preparado químico, podendo ser preservadas por 5 anos. As válvulas cardíacas do homem podem ser substituídas por válvulas mecânicas feitas com materiais artificiais. As válvulas dos suínos, porém, têm vantagens sobre essas mecânicas, pois são menos rejeitadas pelo organismo, têm a mesma estrutura das válvulas humanas e resistem mais às infecções.

7) Suínos modificados geneticamente podem produzir Hemoglobina humana (pigmento do sangue que leva oxigênio às células do corpo). Pesquisadores da empresa DNX (EUA) injetaram em 3 embriões de suínos, cópias dos dois genes responsáveis pela produção de hemoglobina humana. A técnica fez com que 15 % da hemoglobina encontrada nos suínos fosse do tipo humano. As duas hemoglobinas são depois separadas, pela diferença de suas cargas elétricas. Este produto pode ser estocado por meses, ao contrário do sangue normal que se conserva apenas por semanas.


Fonte: Abipecs

 

Coenzima Q10

September 18, 2013
"A Coenzima Q10 (CoQ10) faz parte de uma etapa essencial no processo de produção de energia nas mitocôndrias, ajudando a acelerar o metabolismo e atua também como antioxidante.

A deficiência pode ocorrer como um resultado de ingestão e/ou produção inadequada causada pelo envelhecimento ou pela deficiência de nutrientes necessários para a síntese, defeitos genéticos ou adquiridos na síntese ou no metabolismo e interações com medicamentos – beta-bloqueadores, hidroclorotiazida, metildopa, estatina (Sinvastatina, atorfastativa, lovastatina, etc.) - medicamentos utilizados para redução do colesterol - , e antidepressivos tricíclicos podem reduzir os níveis de CoQ10.

A deficiência tem sido associada à falência cardíaca congestiva, doença isquêmica do coração, cardiomiopatia, hipertensão, hipertiroidismo e câncer de mama. No entanto, não está claro se a falta da CoQ10 contribui para o desenvolvimento da doença ou se é causada pela doença.

No mal de Parkison, a toxinas danificam as mitocôndrias, mas a CoQ10 pode retardar ou impedir a progressão da doença sem causar efeitos colaterais.

Carne, aves e peixes são as fontes mais concentradas de CoQ10. Pequenas quantidades são encontradas em cereais, soja, nozes e vegetais, particularmente espinafre e brócolis. A absorção da CoQ10 proveniente da dieta (ou suplementos) ocorre no intestino delgado e é influenciada pela presença de alimentos e bebidas. É melhor absorvida na presença de alimentos ricos em lipídeos. Depois de absorvida, a CoQ10 é transportada ao fígado onde é incorporada dentro de lipoproteínas e concentrada nos tecidos. A concentração de CoQ10 nos tecidos humanos atinge seu pico aos 20 anos diminuindo com o aumento da idade."

A Suplementação pode ser necessária em alguns casos, mas para isso, procure a orientação de um nutricionista.

Adaptado de:

Hyman, Mark. Ultra-metabolismo. Rio de Janeiro: Sextante. 2007.
 

Tipos de Fome

September 8, 2013

 

Comer doces causa mais fome

September 6, 2013
A vontade de comer mais logo após consumir um doce não é apenas gula ou falta de força de vontade de quem está de dieta. Como os alimentos ricos em carboidrato oferecem sensação de bem-estar, a área do cérebro chamada de "área de recompensa" também é ativada quando consumimos esse tipo de alimento.
— As pesquisas têm mostrado que o consumo de alimentos com alto índice glicêmico estimula diretamente o hipotálamo, fazendo com que aconteça um aumento da fome nas horas seguintes à ingestão — explica a endocrinologista Andressa Heimbecher.
Esse ciclo vicioso acaba por prejudicar não apenas a dieta de quem precisa emagrecer, mas também de quem já está dentro do peso. E não são apenas os alimentos que podem prejudicar a saúde. Qualquer tipo de doce pode desencadear o processo, inclusive as bebidas. Por isso, os refrigerantes também são vilões para a saúde, pois além de ter alto valor calórico, elevar o peso e aumentar o risco de osteoporose, dão vontade de comer mais doces.
— Sabe-se que, hoje em dia, o consumo de refrigerantes é um dos principais contribuintes para a epidemia de obesidade — ressalta a especialista.
Segundo a médica, não adianta querer "enganar" o organismo consumindo refrigerantes diet ou zero e outras bebidas adoçadas artificialmente, pois elas são responsáveis pelo aumento do risco de várias doenças crônicas, como aumento de peso, síndrome metabólica, diabetes tipo 2, doença cardiovascular e pressão alta.
— Estudos mostram evidências de que pessoas que trocaram as bebidas normais pelas diet não regularizaram os níveis de glicose no sangue, diferente daquelas que substituíram o refrigerante normal por água — afirma a especialista.
Confusão no organismo
Andressa afirma que isso acontece porque as bebidas artificialmente adoçadas interferem nas respostas normais do organismo.
— O consumo constante de bebidas artificialmente adoçadas confunde a habilidade natural do organismo de controlar o consumo de calorias, baseado no sabor doce. O corpo regula a fome reunindo informações sobre o sabor doce do alimento e seu valor calórico. Como o sabor não vem acompanhado de calorias existe um efeito rebote que determina mais fome e mais vontade de consumir esses alimentos.
A médica cita estudos que compararam, por meio de ressonância magnética, pessoas que beberam água adoçada com açúcar e com sucralose (adoçante).
— Os que beberam água com açúcar ativaram mais a área de recompensa do que os que beberam com sucralose. Isso pode explicar porque, em tese, quem ingere muito adoçante tende também a comer mais doces. Afinal, a área de recompensa não fica totalmente "recompensada" com o adoçante. Quem ingere açúcar tem mais vontade de ingerir açúcar, criando um ciclo vicioso.
Ela alerta que até mesmo aqueles sucos destinados ao público infantil — que, em tese, seriam mais saudáveis — possuem altos índices de carboidratos.
— É preciso avaliar atentamente os rótulos, cortar os refrigerantes normais e evitar ao máximo os zero ou diet para manter a saúde em dia — conclui a médica.

DIARIO CATARINENSE - SC

 

Você sabe interpretar rótulos dos alimentos?

September 2, 2013
Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor ouviu 807 mulheres em 4 capitais.

Três biscoitos recheados de uma marca tradicional têm 141 calorias, 6 g de gorduras totais e 78 mg de sódio, suprindo, respectivamente, 7%, 11% e 3% da dieta média estabelecida para um adulto.

Esse tipo de informação desperta o interesse da maioria dos consumidores, segundo pesquisa realizada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor). No entanto, parte significativa do público não entende plenamente o que está escrito.

Foram ouvidas 807 mulheres --principais responsáveis pelas compras dos alimentos-- com idades entre 20 e 65 anos, de todas as faixas de renda, em Porto Alegre, São Paulo, Goiânia e Salvador.

Um pouco mais de seis em dez mulheres disse ler, sempre ou às vezes, a tabela nutricional nos rótulos. Dessas que leem, 40% entendem os dados só parcialmente ou muito pouco ou não entendem o que está lá descrito.

"Apesar de a informação ser procurada, ela ainda é de difícil entendimento pelos consumidores", avalia Ana Paula Bortoletto, nutricionista e pesquisadora do Idec.

Os indicadores mais populares entre as consumidoras, aponta o levantamento, são a quantidade de calorias, proteínas, sódio e carboidratos.

ALERTAS

Para Antônio Augusto, coordenador da unidade técnica do CFN (Conselho Federal de Nutricionistas), a inclusão das informações nutricionais nos rótulos de alimentos foi um avanço.

No entanto, afirma, é preciso dar "um salto de qualidade" no setor, o que poderia ser feito, por exemplo, por meio de uma campanha de esclarecimento à população.

"O indivíduo observa que o alimento supre 25% da recomendação diária de uma substância numa dose, mas não tem noção do que é isso. Pode até parecer pouco, mas vai atingir 100% se ele comer quatro doses."

O Idec defende uma abordagem mais ousada, com a inclusão de alertas nas embalagens de produtos com altos teores de açúcares, sal ou gorduras. Outra possibilidade é o uso de cores que sinalizem claramente produtos que devem ser consumidos com cautela.

Para 78% das entrevistadas, as informações nutricionais ficariam mais compreensíveis se fosse adotado um modelo de gradação de cores, a depender do percentual de substâncias como sódio e gordura (o chamado "semáforo nutricional").

E 96% delas declararam que frases de alerta ajudariam na escolha dos alimentos mais saudáveis.

A rotulagem, no Brasil, segue acordos do Mercosul. Desde 2006, é obrigatório imprimir informações nutricionais em todos os alimentos.

Antonia Aquino, gerente de produtos especiais da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), relativiza a vantagem da inclusão de frases de alerta.

"É preciso pensar na alimentação de forma global. Você não pode tornar um alimento o vilão."

Segundo Aquino, já foi solicitada, na esfera do Mercosul, a discussão da revisão das normas.

"Acho que o Mercosul trabalhará mais a visualização da informação nutricional, possivelmente com aumento da letra e critérios para uma melhor visibilidade do rótulo."

FOLHA DE SÃO PAULO - SP
A seguir, segue a relação dos nutrientes, suas funções e quantidades a serem ingeridas.

1. CALORIAS
A unidade padrão para medida de energia é a caloria, que é a quantidade térmica requerida para elevar 1ml de água a uma temperatura de 1ºC. Na alimentação, a caloria é a medida que demonstra a quantidade de energia fornecida através dos alimentos. As calorias são obtidas através da ingestão de três nutrientes: carboidratos, proteínas e gorduras. Esses apresentam as seguintes proporções calóricas: 
Cada grama de carboidrato fornece 4 calorias.
Cada grama de proteína fornece 4 calorias.
Cada grama de gordura fornece 9 calorias.

O FDA fixou a recomendação diária de 2000 calorias.

2. PROTEÍNAS
Este nutriente é necessário para formação e reparação dos tecidos do corpo. 
Fontes: carnes, ovos, feijões, leite e derivados.
A recomendação diária é 50g ou 10% das calorias.

3. GORDURAS
Este nutriente é responsável pelo fornecimento de energia, síntese de hormônios e transporte de vitaminas lipossolúveis. No entanto, apesar da importância, seu excesso pode contribuir para o aparecimento de obesidade e doenças do coração, podendo até levar a morte. Fontes: margarina, manteiga, óleos, açúcar, chocolate e outros alimentos doces ou gordurosos. 
Uma pequena quantidade de gordura é necessária (30% do total das calorias ingeridas), por isso as fontes desses alimentos devem ser consumidas em proporções controladas. 
A recomendação diária é de 30% das calorias ou 65g por dia.


4. GORDURAS SATURADAS
As gorduras são divididas em dois grupos, de acordo com a presença de ligações duplas em sua cadeia: saturadas ou insaturadas. As saturadas, presentes em alimentos de origem animal, como ovos, carnes e leite, são as que, ingeridas em excesso, são mais prejudiciais ao organismo, podendo se depositar nas artérias e formar placas que podem impedir a passagem de oxigênio. 
A recomendação diária é 10% das calorias ou 20g por dia.

5. COLESTEROL
O colesterol é um ácido graxo, ou seja, uma gordura, classificado como esterol. Tem funções importantes no organismo, como para produzir hormônios sexuais, bile, vitamina D, membrana celulares e bainha dos nervos. O fígado produz 1 grama de colesterol por dia, que é a quantidade suficiente de que o corpo necessita. Porém, com o consumo de produtos de origem animal, essa quantidade é aumentada, e um exagero nesse aumento pode gerar o aparecimento de doenças no coração. 
A recomendação diária é 300mg


6. CARBOIDRATOS 
Os carboidratos no organismo constituem a principal fonte de energia, é indispensável para a manutenção da integridade funcional do tecido nervoso, e sob circunstâncias normais é a única fonte de energia para o cérebro. Exemplo: pães, arroz, massas. 
A recomendação diária é no mínimo 300g ou 60% das calorias.


7. FIBRAS
Esses nutrientes ajudam a regular e normalizar o funcionamento do intestino e reduzem os níveis de colesterol no sangue. Este nutriente está presente nas frutas, verduras, legumes e cereais integrais. 
A recomendação diária é 25g.

8. CÁLCIO
Esse mineral é responsável pela formação óssea e de dentes, manutenção no desgaste ósseo, contração muscular e impulsos nervosos. São fontes principais desse mineral o leite e todos os seus derivados. 
Recomendação diária é 800mg.

9. FERRO
O ferro é importante no transporte de oxigênio e formação da hemoglobina, além de estar envolvido no sistema imunológico. São fontes de ferro: carnes, feijões e folhas verdes. 
Recomendação diária: 15mg.

10. SÓDIO
Esse mineral é o um dos principais elementos para regulação do equilíbrio do corpo. Regula o volume do sangue, e consequentemente a pressão que o sangue faz nas artérias; regula também o balanço de água e eletrólitos no sangue, e ainda atua nas funções dos nervos e músculos. O excesso de sódio, que é proveniente de excessos alimentares pode causar hipertensão. Esse mineral está presente em maior quantidade em alimentos que levam sal em sua composição. 
Recomendação diária: 2,4g.


Em todos os rótulos devem ter escrito: Data de fabricação e validade, selo de inspeção da vigilância sanitária e se contém OU não contém glúten.

 

O estresse detonando com a Dieta

August 25, 2013

 

Suplementos proteicos reprovados qto sua qualidade

August 25, 2013

MÚSCULOS DE FARINHA.

Populares principalmente nas academias de ginástica, os suplementos à base de proteína viraram alvo de uma polêmica que tem provocado calorosos debates na internet. Dono da empresa “Atacado do Suplemento”, de Londrina (PR), Félix Bonfim virou hit depois que decidiu pagar um laboratório particular, o MKassab, de São Paulo, para avaliar a qualidade de produtos brasileiros. O material está no Youtube e na sua fanpage no Facebook, que superou 20 mil seguidores. Até agora, há 28 laudos prontos, dos quais 15 resultados (53%) estão fora dos parâmetros. A medida não é novidade no meio, foi feita também por usuários fora do Brasil e já até virou livro. Além da intensa discussão sobre a composição das fórmulas, especialistas alertam para seu uso indiscriminado.

Em pó ou cápsulas, os suplementos proteicos, os whey protein, são feitos do soro do leite. Pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são definidos como “alimento para atletas”. A agência afirma que “as evidências científicas mostraram que eles só são relevantes para pessoas que praticam atividade física intensa. Para os demais indivíduos, uma alimentação balanceada é o suficiente”. Na prática, no entanto, eles se multiplicaram no mercado porque são fontes fáceis de nutrientes para esportistas interessados no ganho de massa muscular.
- Eu compro whey protein em lojas especializadas. Malho há algum tempo e ele ajuda no treino. Escolhi a marca pela indicação de amigos - conta o estudante Flávio Oliveira.
Professor de pós-graduação em Ciências do Exercício e do Esporte na Universidade Gama Filho, Cláudio Gil Araújo conta que os suplementos surgiram para o consumo de pacientes com câncer e em pós-operatório, em geral debilitados, além de indivíduos com dificuldade de se alimentar adequadamente. O uso por atletas foi uma readaptação, que começou a partir de estudos apontando suas potencialidades. Mas Gil lembra que a proteína deve representar de 20% a 30% da dieta.
- Em excesso, a proteína é ruim, pois sobrecarrega o rim e o fígado. O esportista comum deve ficar longe dos suplementos, porque o benefício para a saúde é zero, e os riscos, alguns - afirma.
Especialista em nutrição esportiva, Letícia Azen explica que quem pratica atividade física tem uma necessidade proteica adicional se comparado ao sedentário. O que não quer dizer, segundo ela, que a alimentação não seja capaz de supri-la.
- É um modismo - afirma. - Muitos optam por um produto em detrimento do alimento porque é mais prático. Não são proibidos, nós prescrevemos, mas antes, avaliamos se o paciente realmente precisa deles.
Letícia ainda alerta que, por uma compensação natural do corpo, o resultado do consumo pode não ser o físico sarado: quando se consome muita proteína e pouco carboidrato, o corpo transforma essa proteína em energia. O que garante massa muscular, ela explica, é consumir a quantidade de energia adequada. Em outras palavras, pode ser proteína desperdiçada. Além disso, o consumo excessivo também provoca o ganho de peso. Portanto, a velha máxima é repetida por ambos os especialistas: “sempre procurar um profissional antes de comprar o produto”.
Polêmica também nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o tema também é popular. Publicado no Brasil, o livro “Malhar, secar, definir - A ciência da musculação”, do personal trainer Michael Matthews, autor de sete publicações, aponta erros de praticantes de atividades físicas e é enfático: “quase tudo o que existe por aí em termos de suplemento é praticamente inútil”, afirma sobre o mercado internacional. “Não só experimentei todo tipo de suplemento que você possa imaginar, como estudei os dados científicos, e só sigo aquilo que foi objetivamente comprovado”.
Na internet, pipocam debates e laudos de laboratórios apontando a má qualidade dos suplementos brasileiros e estrangeiros. Tanto a FDA, agência reguladora dos EUA, quanto a Anvisa enquadram estes produtos como alimentos, e não como medicamentos.
- Não existe um controle cuidadoso do conteúdo listado no rótulo, porque não é verificado como remédio - critita Gil Araújo, que ressalta: - A Anvisa segue um modelo mundial, há limitações de se controlar tudo, é muito caro.
Ainda assim, a Anvisa informou por nota que um erro no rótulo é considerado infração sanitária. Pela lei federal, em instâncias mais graves, empresas podem ser multadas em até R$ 200 mil ou ter o estabelecimento fechado. O órgão pondera que esta divergência no rótulo pode ser de até 20% para mais ou para menos no valor declarado, o que ocorre por fatores como diferenças de matérias-primas e de condições do solo e clima. Não informou, no entanto, como usuários, a exemplo de Félix Bonfim, podem fazer quando desconfiados. Nem se os laudos encomendados por ele serão reavaliados pelo órgão.
Patrocinador de atletas, ex-atleta e vendedor de suplementos, Félix teve a ideia ao notar que a conta não fechava: um quilo da matéria-prima é vendida por cerca de R$ 25, e havia empresas vendendo o produto final próximo deste valor. Ele pediu então a avaliação da quantidade de proteína e carboidrato.
- Eu queria ver se no lugar de proteína estavam preenchendo o produto com carboidrato - afirma Bonfim. - Um atleta consome uma quantidade de nutrientes minuciosamente balanceados. Isto prejudica a performance dele.
No resultado, 15 laudos tinham divergências na descrição de carboidratos e proteínas. A maior distorção foi do produto Whey X Treme, da empresa X Pharma Suplemento, que embora tenha informado 1,7g de carboidrato e 24g de proteína no rótulo, pelo laudo tinha 22,95g (1.250% a mais) e 3,37g (95% a menos), respectivamente. A empresa foi contatada pelo número disponível na internet (0800 773 2762) e pelo e-mail (sac@xpharmasuplementoscombr), mas não deu resposta.
Apenas três tinham as mesmas quantidades das declaradas no rótulo e no produto: as empresas Growth Supplements, Pro Corps e Supley Laboratório. Outras onze tinham quantidades normais de proteína, mas carboidrato acima dos 20%, entre elas, a Midway, que explicou em nota: “Quando nos laudos se aponta um teor de carboidratos acima do declarado na rotulagem, temos que dizer que o objetivo dos produtos é fornecer proteínas” e acrescenta que “em métodos de análises podem haver variações razoáveis”.

O GLOBO - RJ

-- 

VEJA INFORMAÇÕES DETALHADAS SOBRE OS SUPLEMENTOS PROTEICOS.

Dono da empresa “Atacado do Suplemento”, de Londrina (PN), Félix Bonfim virou hit depois que decidiu pagar um laboratório particular, o MKassab, de São Paulo, para avaliar a qualidade de suplementos proteicos vendidos no mercado brasileiro. O laboratório explica que se baseia na norma RDC 360, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que admite tolerância de 20% para mais ou para menos nos valores do rótulo. Abaixo, estão as informações detalhadas sobre os resultados dos laudos, assim como as justificativas das empresas citadas. Diante do questionamento da qualidade do M.Kassab por algumas revendedoras, o laboratório afirmou, por nota: “O Laboratório do Grupo M.CASSAB, dentro das melhores práticas e conforme parâmetros estabelecidos e explicados ao solicitante, executou análises em várias amostras coletadas pelo cliente e enviadas ao Laboratório”.

Reprovadas

Empresa: X Pharma Suplemento
Produto: Whey X Treme
Carboidratos – no rótulo: 1,7g / resultado: 22,95g
Proteína – no rótulo: 24g/ no laudo: 3,37g
Obs.: Os limites seriam de carboidrato, 2,04g; de proteína, 19,02g.
Resposta: Não se posicionou. Tentativa de contato pelo e pelo 0800 773 2762, que foram os encontrados pela reportagem.
Empresa: Omega Nutritition
Produto: 100% Whey Protein
Carboidratos – no rótulo: 2,8g / resultado: 15,15g
Proteína – no rótulo: 25g/ no laudo: 9,23g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 3,92g; proteína 15g
Resposta: Por e-mail: “(...) Já solicitamos ao Centro de Qualidade Analítica (CQA), as análises dos nossos produtos, aproveito para informar que o laboratório CQA é acreditado por INMETRO, ANVISA-REBLA e cadastrado no MAPA”.
Documento do parecer da Vigilância Sanitária de São João de Boa Vista (SP) diante das denúncias: “(...) Tal colheita e divulgação dos resultados nas redes sociais não tem valor legal. As empresas que se sentirem prejudicadas com a divulgação de laudos pejorativos, que desqualifiquem seus produtos devem procurar a Delegacia de Polícia e registrar Boletim de Ocorrência”.
Empresa: José Francisco
Produto: Pure Whey Protein
Carboidratos – no rótulo: 2,3g / resultado: 8,75g
Proteína – no rótulo: 23g/ no laudo: 18,10g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 2,76g; proteína 18,4g
Resposta: A reportagem não encontrou dados do fornecedor na internet
Empresa: Body Nutry
Produto: Body 100% Whey
Carboidratos – no rótulo: 2g / resultado: 16,69g
Proteína – no rótulo: 26g/ no laudo: 11,5g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 2,4g; proteína, 20,8g
Resposta: Não se posicionou. Contatos feitos pelo telefone (19) 3631-8250 e pelo e-mail
Empresa: Solaris
Produto: Extreme Whey Protein (lote 14102)
Carboidratos – no rótulo: 1,6g / resultado: 14,38g
Proteína – no rótulo: 24g/ no laudo: 7,97g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 1,92g; proteína, 19,2g
Produto: Extreme Whey Protein (lote 15400)
Carboidratos – no rótulo: 1,6g / resultado: 10,21g
Proteína – no rótulo: 24g/ no laudo: 16,09g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 1,92g; proteína, 19,2g
Resposta: Íntegra da nota: “A Solaris Sports Nutrition atende a legislação pertinente aos processos produtivos que executa, sendo que os mesmos são certificados de acordo com as normas da ISO 9001 e permanece trabalhando intensamente para esclarecer a situação. As dúvidas e os questionamentos estão sendo atendidos normalmente pelo SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente pelos contatos  e (11) 4409-3100”.
Empresa: Neonutri
Produto: Muscle Whey Protein N.2
Carboidratos – no rótulo: 11g / resultado: 26,45g
Proteína – no rótulo: 34g/ no laudo: 18,87g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 13,2g; proteína, 27,2g
Produto: 3 Whey Protein N.2
Carboidratos – no rótulo: 2g / resultado: 15,10g
Proteína – no rótulo: 32g/ no laudo: 21,88g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 2,4g; proteína, 25,6g
Produto: 100% Whey Protein
Carboidratos – no rótulo: 4g / resultado: 15,3g
Proteína – no rótulo: 28g/ no laudo: 21,84g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 4,8g; proteína, 22,4g
Produto: Isolate Whey
Carboidratos – no rótulo: 0g / resultado: 4,75g
Proteína – no rótulo: 55g/ no laudo: 32,47g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 0g; proteína, 44g
Resposta: Trecho de nota - (...) “Tendo em vista os laudos que estão sendo parcialmente divulgados nas redes sociais, que supostamente teriam encontrado inconsistências na composição dos produtos acima citados, a NeoNutri informa aos seus consumidores que está realizando um processo de análise interna dos produtos correspondentes aos laudos apresentados (...) Aqueles que possuírem os produtos dos lotes citados e tiverem interesse em trocá-los poderão realizar a troca por produtos de um novo lote, com qualidade e segurança já testadas e garantidas e sem custo. Para isso, entre em contato pelo SAC 35 2101-8000, das 8h às 17h”. Lotes: Muscle Whey Protein (Lote 08303), 3 Whey Protein (lote 17305), 100% Whey Protein (lote 17305) e Isolate Whey (lote 08301).
Empresa: Pro Corps
Produto: Whey 5W Pro
Carboidratos – no rótulo: 1,9g / resultado: 3,2g
Proteína – no rótulo: 29g/ no laudo: 11,96g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 2,28g; proteína, 23,2g
Resposta: Íntegra da nota: “A Pro Corps iniciou o recolhimento do lote 000672 com data de validade 11/2014 do produto Whey 5W Pro no dia 29/07/2013 e estamos dando todo suporte necessário para os consumidores. Devido ao ocorrido, mudamos nosso procedimento no controle de qualidade, além do procedimento padrão, enviaremos todos os lotes de nossos produtos para analises em laboratórios renomados e disponibilizaremos os resultados em nosso site 
Empresa: Muscle Lab.
Produto: Whey Protein Concentrate
Carboidratos – no rótulo: 3g / resultado: 19,17g
Proteína – no rótulo: 25g/ no laudo: 7,2g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 4,2g; proteína, 23,75g
Resposta: A reportagem não encontrou dados da empresa na internet.
Empresa: Fisio Nutry
Produto: Fisio Whey Concentrado
Carboidratos – no rótulo: 0,98g / resultado: 15,01g
Proteína – no rótulo: 24g/ no laudo: 10,77g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 1,17g; proteína, 19,2g
Resposta: Trecho de nota - (...) “Não há provas que garantam a confiabilidade da maneira como foram colhidas as amostras enviadas para elaboração dos laudos, nem tampouco foi enviada contraprova para garantir o direito de defesa das empresas, como é feito pela ANVISA. (...) Estamos tranquilos de que o laudo da ANVISA, como já vem ocorrendo com os laudos solicitados periodicamente pela própria Fisionutry, reiterará a qualidade dos nossos produtos”.
Empresa: DNA
Produto: Whey Protein 3W
Carboidratos – no rótulo: 1,8g / resultado: 9,69g
Proteína – no rótulo: 23g/ no laudo: 18,03g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 2,16g; proteína, 18,4g
Produto: Designer Whey Protein
Carboidratos – no rótulo: 1g / resultado: 7,28g
Proteína – no rótulo: 20g/ no laudo: 15,6g
Obs.: Os limites seriam: carboidrato 1,2g; proteína, 16g
Resposta: Na íntegra: “Nós respondemos apenas a laudos oficiais da Anvisa, que é o órgão normatizador para nossa empresa”.
Aprovados
Empresa: Growth Supplements
Produto: Whey Protein Concentrado 80%
Carboidratos – no rótulo: 3g / resultado: 1,24g
Proteína – no rótulo: 23g/ no laudo: 20,20g
Empresa: Pro Corps
Produto: Whey No2 Pro
Carboidratos – no rótulo: 1,6g / resultado: 3,83g
Proteína – no rótulo: 25g/ no laudo: 23,07g
Empresa: Supley Laboratório
Produto: Top Whey 3W
Carboidratos – no rótulo: não informa / resultado: 0,92g
Proteína – no rótulo: 32g/ no laudo: 33,43g
Obs.: O rótulo aponta a quantidade de aminoácidos e proteínas. Não afirma ser 0% carboidrato.
Aprovados (com diferença na quantidade de carboidrato)
Empresa: Inovate
Produto: Nitrowhey
Carboidratos – no rótulo: 4g / no laudo: 9,29g
Proteína – no rótulo: 25g/ no laudo: 25,55g
Obs: O limite de carboidrato seria de 5,6g.
Resposta: Por telefone, sócio da empresa, Edson De Paula: “Nós acrescentamos aminoácidos quelatos, que formam as proteínas. São legalizados pela Anvisa e poucas empresas fazem isso. Entramos em contato com o laboratório, e eles informam que consideram aminoácidos como carboidrato. Nosso produto não tem o apelo de ser 0% carboidrato, não é procurado por exemplo por diabéticos”.
Empresa: Midway
Produto: WPC
Carboidratos – no rótulo: 2g /no laudo: 4,56g
Proteína – no rótulo: 24g/ resultado: 22,57g
Obs.: O limite de carboidrato seria de 2,4g.
Produto: 100% Whey Advanced
Carboidratos – no rótulo: 2g / resultado: 4,03g
Proteína – no rótulo: 24g/ no laudo: 22,58g
Obs.: O limite de carboidrato seria de 2,4g.
Produto: Whey No2 Pro
Carboidratos – no rótulo: 1,6g /no laudo: 3,83g
Proteína – no rótulo: 25g / resultado: 23,07g
Obs.: O limite de carboidrato seria de 1,92g.
Produto: 3W Whey Protein Complex
Carboidratos – no rótulo: 1,6g /no laudo: 4g
Proteína – no rótulo: 25g / resultado: 23,39g
Obs.: O limite de carboidrato seria de 1,92g.
Resposta: Trecho de nota (…) Quando nos laudos se apontam um teor de carboidratos acima do declarados na rotulagem temos em primeiro lugar dizer que o objetivo dos produtos é fornecer proteínas ( os quais atendem ) que segundo as quantidades de carboidratos não representam mais que 1,3% da necessidade diária de consumo de uma pessoa adulta de 70 kg; terceiro, portanto de forma alguma prejudicial; quarto, dependendo dos métodos de análises pode haver variações razoáveis e por isso apresentamos laudo de outro laboratório como exemplo de comparação, mesmo assim, por favor, note que a questão principal quanto aos objetivos destes produtos é o teor de proteínas (...).
Empresa: Pro Corps
Produto: Whey N.2 Pro
Carboidratos – no rótulo: 1,6g / resultado: 3,83g
Proteína – no rótulo: 25g/ no laudo: 23,07g
Obs.: O limite de carboidrato seria de 1,92g.
Resposta: Íntegra da nota: “A Pro Corps iniciou o recolhimento do lote 000672 com data de validade 11/2014 do produto Whey 5W Pro no dia 29/07/2013 e estamos dando todo suporte necessário para os consumidores. Devido ao ocorrido, mudamos nosso procedimento no controle de qualidade, além do procedimento padrão, enviaremos todos os lotes de nossos produtos para analises em laboratórios renomados e disponibilizaremos os resultados em nosso site.
Empresa: Best Bulk
Produto: Whey Premium
Carboidratos – no rótulo: 4g / resultado: 6,62g
Proteína – no rótulo: 24g/ no laudo: 23,26g
Obs.: O limite de carboidrato seria de 4,8g.
Resposta: Aldo de Paiva Rosa, por email: “Quanto à porcentagem de proteína, a Anvisa estabelece uma margem de + ou – 20% de variação dos limites indicados no rótulo. O nosso está – 3%, legalmente e moralmente aceitável. Quanto à porcentagem de carboidrato realmente estava um pouco elevado. Já refiz a composição para enquadrá-lo nos limites aceitáveis”.
Empresa: Vulgo Nutrition
Produto: 100% Whey Protein
Carboidratos – no rótulo: 0g / resultado: 4,5g
Proteína – no rótulo: 27,8g/ no laudo: 23,26g
Obs.: A empresa afirma não ter carboidrato na fórmula, mas no laudo há 4,5g.
Produto: 100% 3 Whey Protein
Carboidratos – no rótulo: 2g / resultado: 4,63g
Proteína – no rótulo: 27g/ no laudo: 23,04g
Obs.: O limite de carboidrato seria 2,4g.
Resposta: Não se posicionou. Contato da empresa:contato@vulgosuplementos.com.br
Empresa: Nutrilatina
Produto: Ultra Pure Whey
Carboidratos – no rótulo: 1,4g / resultado: 2,97g
Proteína – no rótulo: 25g/ no laudo: 24,75g
Obs.: O limite de carboidrato seria de 1,68g.
Produto: 100% Whey Portein Concentrate
Carboidratos – no rótulo: 3,5 / resultado: 5,99g
Proteína – no rótulo: 23g/ no laudo: 21,35g
Obs.: O limite de carboidrato seria de 4,2g
Resposta: Trecho de nota: (...) A Nutrilatina só trabalha com fornecedores certificados e para a contratação dos mesmos é empregado um rigoroso procedimento de homologação, onde são realizadas auditorias periódicas in loco, visitas técnicas, programa de pontuação relacionado à qualidade de matéria-prima e serviços. Um dos requisitos obrigatórios para aprovação do fornecedor é que o mesmo tenha um conjunto de normas e procedimentos, utilizados para atingir o padrão de identidade e qualidade das matérias-primas e/ou serviço na área de alimentos, garantindo assim, a segurança de seus produtos e serviços, através do controle de processos de produção - Good Manufactures Practices (GMP).

O GLOBO - RJ
 

DIETA EQUILIBRADA É FUNDAMENTAL PARA COMBATER O CÂNCER

August 19, 2013
Substâncias contidas nos alimentos podem contribuir para a prevenção de tumores.

Alguns tipos de alimentos podem fazer mal à saúde e colaborar para o surgimento de doenças do coração, do sistema digestivo, entre outras. A interferência de certas substâncias pode, também, aumentar a incidência do câncer. Em algumas literaturas, estima-se que, entre as causas que envolvem o surgimento de neoplasias, 20% delas podem ser explicadas através da alimentação.

A dieta desequilibrada colabora para que as substâncias dos alimentos ingeridos afetem o colesterol, o sistema imunológico e, no sistema digestivo, o ritmo intestinal, que pode desacelerar e criar um ambiente propício para o desenvolvimento de células cancerígenas. É por isso que existem os alimentos funcionais.

— Eles se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes, dentre outras — explica a nutricionista da Clinionco e especialista em Nutrição em Oncologia, Cristiane Bueno.

O pigmento vermelho dos vegetais, por exemplo, chamado de lipoceno, tem uma afinidade especial com os tecidos da próstata e das mamas segundo alguns pesquisadores, concentrando-se nessas regiões. O resveratrol da uva e do vinho, por sua vez, tende a ficar no plasma do sangue e nos tecidos d sistema urinário. Já compostos fenólicos, como o allium, que está na cebola, no alho e na cebolinha, “trabalham” no estômago e no intestino, atuando em diferentes etapas do processo que leva ao câncer nesses órgãos.

O excesso de gordura corporal, principalmente em casos de obesidade, pode ser um grande vilão na luta contra o câncer. As células de gordura são ativas na produção hormonal e em fatores de crescimento, características que contribuem para acelerar a divisão e a reprodução celular. Quanto mais células se duplicam, maiores as chances de alguma replicação ser inadequada, originando uma célula maligna.

— Qualquer tipo de obesidade é preocupante, mas aquela onde a gordura localiza-se na região abdominal é considerada a mais perigosa, devido ao acúmulo de gordura sobre os órgãos da região do abdômen, causando maior produção de hormônios inflamatórios — explica Cristiane.

Segundo ela, os alimentos que estão mais ligados ao acúmulo de gordura são especialmente os de origem animal, como carne vermelha com gordura, nata, manteiga, banha de porco, leite e derivados, entre outros.

A diabetes também é um problema. A resistência insulínica, com um aumento excessivo da insulina, estimula o consumo exagerado de açúcar pelo organismo.

— Isso leva a produção de um hormônio chamado IGF-1, que significa fator de crescimento insulínico 1. O hormônio favorece o crescimento de células exageradamente, aumentando o risco de câncer. Há uma resposta inflamatória aumentada, fator desencadeante de falhas na função celular e que estão ligadas ao surgimento da doença — afirma o médico do Centro de Prevenção do Câncer da Clinionco, Rafael Castilho Pinto.

A biblioteca virtual do Ministério da Saúde tem uma tabela com informações sobre os alimentos funcionais e como atuam. Confira:

Ácido a – linolênico Ação: estimula o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória Alimentos onde é encontrado: óleos de linhaça, colza, soja; nozes e amêndoas

Ácidos graxos ômega-3 Ação: redução colesterol, ação anti-inflamatória. É indispensável para o desenvolvimento do cérebro e da retina de recém nascidos Alimentos onde é encontrado: peixes marinhos como sardinha, salmão, atum, anchova, arenque, etc

Catequinas Ação: Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico Alimentos onde é encontrado: chá verde, cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto

Estanóis e esteróis vegetais Ação: reduzem risco de doenças cardiovasculares Alimentos onde é encontrado: extraídos de óleos vegetais como soja e de< madeiras

ZERO HORA – RS
 

CONTROLE DO COLESTEROL DEVE COMEÇAR NA INFÂNCIA

August 19, 2013
Hipercolesterolemia. O nome é complicado, mas a doença é simples. O perigo é que é assintomática. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que em 2012, cerca de 40% dos brasileiros tinham índices elevados de colesterol ruim (LDL). 

As alterações no colesterol estão diretamente relacionadas ao aparecimento de doenças coronarianas. Todos os anos cerca de 300 mil brasileiros morrem em função de problemas cardíacos e os especialistas garantem que controlar os índices de colesterol é o primeiro passo para prevenir este tipo de ocorrência. 

Apesar da maioria das pessoas acreditar que esta é uma doença relacionada à idade adulta, neste ano que se comemora 10 anos do Dia Nacional de Controle do Colesterol, no dia 8 de agosto, a SBC aponta que uma em cada cinco crianças e adolescentes com idades entre 2 e 19 anos tem o colesterol elevado. As pesquisas mostram que 8% deste público possui altos valores do LDL e 45% apresenta baixos níveis de HDL, o colesterol bom. 

O número de diagnósticos de crianças e adolescentes com colesterol alterado está aumentando. A médica endocrinopediatra Sandra Maria Marcantonio, acredita que o esta alta está mais relacionada as medidas cada vez mais preventivas da medicina do que, propriamente, pela elevação de casos. "As pessoas buscam saber mais sobre a saúde e muitas vezes mais informação significa mais diagnósticos", destaca. Conforme ela, o colesterol alto é o fator mais importante para o surgimento da doença arteriosclerótica, ou arteriosclerose, que nada mais é do que o aparecimento de placas de gordura nas artérias. 

Genética, evolutiva, crônica e degenerativa, a doença que traz consequências apenas na idade adulta, geralmente começa bem cedo, ainda na infância. A médica explica que crianças com apenas cinco anos já podem apresentar estrias de gordura nas artérias. Por ser crônica e degenerativa, a endocrinopediatra salienta que os cuidados com a alimentação e os hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, devem perdurar por toda a vida. 

A causa das alterações no colesterol é multifatorial. A obesidade associada ao sedentarismo favorece o problema, mas nem todas as pessoas obesas possuem colesterol alterado. As famílias com pessoas que apresentam histórico de infarto, doenças vasculares, hipertensão arterial e diabetes precisam redobrar a atenção sobre as crianças, já que elas têm 50% de chances de apresentar hipercolesterolemia, mesmo se estiverem dentro do peso ideal. De acordo com a médica, as crianças destas famílias devem fazer exames para diagnosticar o problema. 

Sandra Marcantonio explica que a maioria das crianças consegue reduzir os níveis de colesterol com alteração alimentar e inclusão de atividade física na rotina, somente em alguns casos isolados é preciso utilizar medicamentos. "Como é uma doença assintomática fica difícil convencer a criança a respeito da necessidade de mudar os hábitos", salienta. A médica entende que o tratamento do colesterol na infância é preventivo e colabora para uma vida adulta mais saudável. Segundo a endocrinopediatra, o colesterol aumentado em si não interfere no desenvolvimento da criança. Ela esclarece ainda que a puberdade precoce está mais relacionada à questão da obesidade, que faz parte de um conjunto de fatores que causam este tipo de resultado.

FOLHA DE LONDRINA – PR

-- 
 

A diferença dos PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS

August 13, 2013

PREBIÓTICOS, são fibras alimentares, solúveis, resistentes às enzimas digestivas do nosso organismo, ou seja, não são digeridos nem absorvidos pelo corpo, mas então para que servem? Auxiliam a formação de bolo fecal, melhoram o trânsito intestinal, diminuem triglicérides sanguíneos, regulam também a glicemia e participam da formação de bifidobactérias no intestino, melhorando a imunidade dos indivíduos pois reforçam a flora bacteriana intestinal. 

PROBIÓTICOS, são microorganismos vivos que agem principalmente no intestino. Ajudam a reforçar o desenvolvimento de bactérias saudáveis, aumentado a resistência imunológica conta agentes estranhos que possam vir a debilitar as pessoas. Em alguns produtos ou suplementos alimentares o consumidor poderá encontrar a composição de pré e probióticos associados em um só produto, essa sinergia é chamada de SIMBIÓTICO.

 

Unhas indicam o estado de saúde das pessoas

August 9, 2013

 
Comentários by Disqus